Imóveis e exposição a Angola são os principais riscos para a banca

(Foto: D.R.)
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A “concentração significativa” dos bancos a activos imobiliários e a Angola são dos principais riscos para a banca portuguesa, de acordo com o Relatório de Estabilidade Financeira, publicado esta terça-feira, 26 de Maio, pelo Banco de Portugal.

No caso dos imóveis, o receio do supervisor prende-se com o facto de poder haver reduções do valor destes activos, o que representa uma vulnerabilidade para os balanços, já que exigirá o registo de novas imparidades. Assim, para o BdP, é importante que se registe o valor adequado destas exposições e que haja esforços para reduzir os imóveis em carteira, aproveitando a recuperação do mercado imobiliário.

Relativamente à exposição a Angola, a preocupação do supervisor prende-se com o facto de estar em causa um país produtor de petróleo afectado pela descida da queda do crude onde os bancos portugueses têm presenças directas e exposições indirectas através do crédito concedido a empresas portuguesas que têm relações comerciais com o mercado angolano.

O Relatório de Estabilidade Financeira alerta ainda para o facto de haver alterações regulamentares que penalizam estas exposições, que vão obrigar, por exemplo, o BPI  a reduzir a carteira de dívida pública angolana detida através do BFA, controlado em 50,1% pelo banco de Fernando Ulrich.

Mas o Banco de Portugal chama ainda a atenção para o risco resultante do excesso de exposição à dívida pública portuguesa, sobretudo numa altura em que a situação da Grécia está a levar a um aumento das tensões no mercado da dívida soberana da Zona Euro. (jornaldenegocios.pt)

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