Huambo: Ministra da Cultura visita serra de São Pedro de Sumé

Ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, acompanhada do Governador Kundi Paihama durante a visita à Serra de Sumé (Foto: Edilson Domingos)
Ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, acompanhada do Governador Kundi Paihama durante a visita à Serra de Sumé (Foto: Edilson Domingos)
Ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, acompanhada do Governador Kundi Paihama durante a visita à Serra de Sumé (Foto: Edilson Domingos)

A ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, deslocou-se, quarta-feira, à localidade de São Pedro Sumé, no município da Caála, província do Huambo, onde, em Abril deste ano ocorreu o assassinato de nove efectivos da Polícia Nacional, protagonizado por seguidores da seita religiosa 7º Dia Luz do Mundo, liderada pelo cidadão José Kalupeteca.

A ministra, que chegou na tarde de quarta-feira à província do Huambo, foi ao local para entender melhor os factos, e conhecer a forma como viviam as famílias que haviam abandonado as suas residências para morarem nas matas, enganados pela doutrina de Kalupeteca, que apregoava o fim do mundo para 31 de Dezembro deste ano.

No local, a ministra acompanhada pelo governador da província, Kundi Paihama, percorreu algumas áreas da região, situada a 50 quilómetros a sudoeste da cidade do Huambo, incluindo a ex-residência do líder da seita, José Kalupeteca, já detido.

Rosa Cruz e Silva recebeu, do administrador municipal da Caála, Victor Chissingue, explicações sobre a doutrina religiosa, assim como foi esclarecida sobre a forma como foram mortos os polícias.

Na ocasião, a ministra Rosa Cruz e Silva, que se manifestou indignada com acção de José Kalupeteca, reafirmou os votos de solidariedade e de profundo pesar do Governo para com a população do município da Caála, em particular, e do Huambo, em geral, pelo momento triste que passou, tendo em conta os maus resultados do desempenho da seita religiosa 7º Dia Luz do Mundo.

Referiu que as questões relacionadas com fenómeno religioso continuam a preocupar autoridades angolanas, na medida em que muitas delas têm violado os princípios culturais do povo angolano, através da implementação de novas práticas que atentam contra os hábitos e costumes locais que estão a ser resgatados pela sociedade.

Disse ser necessário o envolvimento de todos os angolanos, na solução deste problema, com acções que concorrem para a promoção do consenso e diálogo, tal como orienta o Presidente da República, José Eduardo dos Santos. (portalangop.co.ao)

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