Golfo de Bengala Austrália descarta hipótese de acolher imigrantes à deriva

Primeiro-ministro da Austrália, Tony Abbott (D.R)

O primeiro-ministro da Austrália, Tony Abbott, descartou hoje a possibilidade de acolher parte dos milhares de pessoas em busca de asilo, ‘bloqueados’ em barcos no golfo de Bengala.

Primeiro-ministro da Austrália, Tony Abbott (D.R)
Primeiro-ministro da Austrália, Tony Abbott (D.R)

“A Birmânia é a culpada porque é onde o problema tem origem. O nosso papel é fazer tudo o que é humanamente possível para deter o tráfico de pessoas, e o melhor modo de o fazer é deixando bem claro que se uma pessoa entra num barco defeituoso, não obterá o que pretende, ou seja, uma nova vida num país ocidental”, afirmou Abbott.

O primeiro-ministro disse ainda que se a Austrália fizer “o menor gesto para encorajar as pessoas a entrar nos barcos, o problema irá agravar-se”.

Os Estados Unidos declararam-se dispostos a ajudar os países do sudeste asiático que acolherem imigrantes, e também a prestar ajuda às agências da ONU.

“Os Estados Unidos estão preparados para ajudar os países da região a ‘assumir a carga’ e a salvar vidas hoje mesmo. Temos uma obrigação comum para responder ao apelo destes imigrantes que arriscaram a vida no mar”, disse a porta-voz do Departamento de Estado, Marie Harf, na quarta-feira.

A Malásia e a Indonésia acordaram acolher os milhares de imigrantes que permanecem em barcos no golfo de Bengala e no mar de Andamão desde que a comunidade internacional os ajude a repatriar ou a mudar dentro de um ano.

Cerca de 3.000 imigrantes do Bangladesh e Birmânia desembarcaram a semana passada na Malásia, Indonésia e Tailândia.

A maior parte daqueles imigrantes é do povo rohingya, uma minoria muçulmana perseguida na Birmânia, que não os reconhece como cidadãos e de onde zarpam muitos dos barcos que operam para as redes de tráfico de pessoas. (noticiasaominuto.com)

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