Falta de acordo na ONU gera temor sobre situação no Iêmen

Homem procura sobreviventes nos escombros de edifício destruído em ataques aéreos da coaligação árabe em Sanaa (Foto de Mohamed Huwais/AFP)
Homem procura sobreviventes nos escombros de edifício destruído em ataques aéreos da coaligação árabe em Sanaa (Foto de Mohamed Huwais/AFP)
Homem procura sobreviventes nos escombros de edifício destruído em ataques aéreos da coaligação árabe em Sanaa (Foto de Mohamed Huwais/AFP)

Os membros do Conselho de Segurança da ONU não conseguiram entrar em acordo nesta sexta-feira sobre um projecto russo que previa pausas humanitárias entre os beligerantes no Iémen, onde a falta de combustíveis ameaça a distribuição de ajuda.

No terreno, os combates entre os rebeldes xiitas e as forças leais ao presidente no exílio continuam, sob os ataques da coaligação liderada pela Arábia Saudita, que busca conter o avanço dos rebeldes.

Após cinco semanas de intervenção militar, o programa de assistência aos civis ainda não se materializou.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, advertiu na quinta-feira que a falta de combustíveis ameaçava impedir “em dias” as operações humanitárias e disse que o abastecimento deve ser retomado imediatamente.

Nesta sexta-feira, o Conselho de Segurança não conseguiu alcançar um acordo sobre a proposta de Moscovo de estabelecer tréguas humanitárias.

“No mínimo, precisamos de pausas humanitárias regulares para facilitar a entrega de ajuda humanitária”, disse o embaixador russo, Vitali Churkin, a jornalistas.

“Apoiamos plenamente o fornecimento sem entraves de ajuda humanitária ao Iémen, inclusive pausas humanitárias para permitir a entrada de alimentos, remédios ou combustíveis no país”, explicou uma autoridade americana que pediu para ter a identidade preservada. Mas responsabilizou os milicianos xiitas huthis pela crise humanitária e pelo bloqueio político.

Um diplomata ocidental destacou que os outros membros do Conselho não rechaçaram o projecto russo, mas disseram que precisariam de mais tempo para se pronunciar.

O conflito no Iémen já deixou mais de 1.244 mortos e 5.044 feridos desde 19 de Março, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), que revisou para cima o balanço anterior, de 1.200 vítimas do conflito.

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) estima em mais de 12 mil o número de pessoas deslocadas para o Djibuti e a Somália. (afp.com)

por Nabil HASSAN, Jamal AL-JABIRI | AFP

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