Fabrico de equipamentos petrolíferos do projecto Kaombo arranca quinta-feira

UMA PLATAFORMA PETROLIFERA DA TOTAL (D.R)

O fabrico de mais de 84 mil toneladas de estruturas e equipamentos do projecto Kaombo (de exploração de petróleo), do Bloco 32, pertencente à empresa Total E&P Angola, arranca quinta e sexta-feira desta semana, em dois estaleiros diferentes, anunciou hoje aquela companhia petrolífera.

UMA PLATAFORMA PETROLIFERA DA TOTAL (D.R)
UMA PLATAFORMA PETROLIFERA DA TOTAL (D.R)

A empreitada terá como ponto de partida o dia 28 de Maio 2015, na Cidade de Porto Amboin, província da Cuanza-Sul nos estaleiros da Heerena, onde serão fabricadas mais de 34 mil toneladas de estruturas para as futuras instalações submarinas do projecto Kaombo.

Já no dia 29, na Cidade do Ambriz, província do Bengo, nos estaleiros Petromar , tem inicio a construção de dois grandes módulos de tratamento e de injecção, com cerca de  duas mil toneladas. A integração destes dois módulos será posteriormente assegurada pelos estaleiros da Paenal de Porto Amboin.

Numa nota de imprensa chegada hoje à Angop, a Total E&P Angola refere que a implementação deste projecto ilustra o compromisso permanente da petrolífera no desenvolvimento da indústria local, na transferência do conhecimento e na criação de empregos locais em coordenação com a concessionária Sonangol, com os parceiros do projecto, dentro das directivas delineadas pelo Governo.

O projecto Kaombo está localizado, a uma distância de cerca de 260 Km de Luanda, com profundidades que variam entre 1,400 e 1,900 metros, vai desenvolver seis das 12 descobertas já efectuadas no Bloco 32. Os seis campos (Gengibre, Gindungo, Caril, Canela, Louro e Mostarda) cobrem uma área de 800 km2 nas zonas Centro e Sudeste do Bloco.

O arranque da produção do Kaombo está previsto para 2017.

A Total é operadora do Bloco 32 com (30%) e tem como parceiros a Sonangol P&P (30%), a Sonangol Sinopec International (20%), a Esso Exploration and Production Angola (Overseas) Limited (15%) e a Galp Energia (5%).

Conteúdo Local e Angolanização

A Total em Angola tem como objectivo contribuir para o desenvolvimento da indústria petrolífera local e para o efeito elaborou um programa de transferência de tecnologia, simultaneamente de recrutamento e de formação profissional dos seus colaboradores locais.

Apoia os fabricantes, subcontratados e fornecedores locais para que estes cumpram com as exigências da indústria petrolífera e desenvolvem capacidades locais sem comprometer a Qualidade, a Saúde, a Segurança e o Ambiente.

Tendo recrutado massivamente nos últimos seis anos, integrando-os nas suas equipas e complementando com formação profissional conforme as especialidades como tem feito em todo o mundo com o seu pessoal expatriado.

Para o efeito, a Total possui o seu próprio centro de formação no Morro Bento, a sul de Luanda onde podem ser albergados cerca de 80 formandos.

A Total investe mais de 15 milhões de dólares (cerca de um milhão, 640 mil e 660) anualmente, nestes últimos anos, e pretende continuar este ambicioso plano, que represente a chave para o sucesso da política de Angolanização das nossas equipas.

Actualmente mais de 50% dos membros do Comité de Direcção são Angolanos e alguns dos postos mais importantes do offshore, OIMs e Supervisores de Perfuração, estão ocupados por colaboradores angolanos. (portalangop.co.ao)

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