Exército abate jihadista responsável pela morte de jornalistas da RFI

Soldados franceses atuam contra extremistas no norte do Mali. (AFP PHOTO / KENZO TRIBOUILLARD)
Soldados franceses atuam contra extremistas no norte do Mali. (AFP PHOTO / KENZO TRIBOUILLARD)
Soldados franceses atuam contra extremistas no norte do Mali.
(AFP PHOTO / KENZO TRIBOUILLARD)

As forças especiais francesas abateram quatro jihadistas no Mali, entre eles dois dos principais chefes da Al Qaeda na região. Um dos terroristas seria o responsável pelo sequestro e a morte de Ghislaine Dupont e Claude Verlon, dois jornalistas da RFI assassinados em 2013 quando faziam reportagens no país africano.

Segundo um comunicado do ministério francês da Defesa, Amada Ag Hama e Ibrahim Ag Inawalen foram mortos na madrugada de terça-feira (19) pelas tropas da força militar da França que actua no Mali desde 2013. Os extremistas eram chefes da Aqmi, o braço do grupo Al Qaeda no norte da África, e da Ansar Dine, duas organizações “responsáveis por vários ataques terroristas contra forças internacionais”.

Amada Ag Hama, conhecido com ‘Abdelkrim, o Tuareg’, também é apresentado como o “possível responsável pelo assassinato do jornalistas da RFI mortos em Novembro de 2013 em Kidal, no norte do Mali”, ressaltou o ministro francês das Relações Exteriores, Laurent Fabius.

Enviados especiais da RFI ao país africano, Ghislaine Dupont e Claude Verlon, foram sequestrados logo após uma entrevista com um representante do movimento tuareg MNLA. A repórter foi morta com dois tiros no peito e o colega executado com três tiros na cabeça. Os corpos foram encontrados ao lado do veículo usado pelos jornalistas. Menos de uma semana após o assassinato, o grupo terrorista Al Qaeda reivindicou o crime e Abdelkrim, o Tuareg declarou que a morte dos dois franceses era uma resposta à acção da França no Mali.

Exército francês actua no Mali desde 2012

Desde 2012 essa região do continente africano se transformou em uma base de actividades de jihadistas. Para tentar conter os extremistas, Paris lançou, em Janeiro de 2013, a operação militar Serval, substituída no ano seguinte pela força Barkhane, que conta com 3 mil soldados. As tropas tentam conter as actividades de rebeldes no Mali, mas também na Mauritânia, Níger, Chade e Bukina Faso.

E um comunicado publicado na noite desta quarta-feira (20), a direcção de France Médias Monde, grupo do qual faz parte a RFI, confirmou que tomou conhecimento da morte do terrorista, mas que espera que a investigação sobre o assassinato dos jornalistas continue para que as circunstâncias da morte dos dois franceses seja totalmente esclarecida e que todos os responsáveis sejam julgados.

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