Executivo angolano prioríza estratégia para aceleração da diversificação da economia nacional

General Geraldo Sachipengo Nunda, Chefe do Estado Maior general das Forças Armadas Angolanas (Foto: Joaquina Bento)
General Geraldo Sachipengo Nunda, Chefe do Estado Maior general das Forças Armadas Angolanas  (Foto: Joaquina Bento)
General Geraldo Sachipengo Nunda, Chefe do Estado Maior general das Forças Armadas Angolanas (Foto: Joaquina Bento)

O chefe do Estado Maior General das Forças Armadas Angolanas, general de Exército Geraldo Sachipengo Nunda, disse hoje, segunda-feira, em Luanda que a estratégia do Executivo angolano consiste, agora, na aceleração da diversificação da economia nacional e na qualidade do homem.

De acordo com a alta patente estes factores ( diversificação da economia e qualidade do homem) permitirá fazer com que floresçam e se desenvolvam as áreas da agricultura, pecuária, pesca, indústria transformadora, bem como de outros serviços.

Para o general Nunda que falava na abertura da reunião das chefias militares das forças armadas e dos chefes dos Serviços de Informação da CIRGL, os angolanos estão conscientes que essa transformação não acontecerá de imediato, porém os ganhos alcançados durante os 13 anos de paz, dão-nos a certeza de que as metas estabelecidas serão atingidas.

“Todos os passos dados pelo Executivo angolano nos domínios político, económico e social revelam-nos que os angolanos têm motivos mais do que suficientes para preservarem uma conquista preciosa que é a paz”, ressaltou.

Acrescentou que actualmente a preservação da paz em Angola tem um valor inquestionável para cada um dos angolanos e a grande lição que todos aprendemos é que todas as diferenças e divergências políticas ou ideológicas devem encontrar solução através do diálogo.

A reunião dos chefes de Estado Maior General das Forças Armadas e dos chefes dos Serviços de Informação da CIRGL que termina ainda hoje tem uma agenda abrangente que deverá conhecer o estado geral em particular da situação de segurança na Região dos Grandes Lagos, o que vai permitir a tomada de decisões para a criação dos alicerces de uma nova era de mudança que conduza à instalação de uma paz duradoura nos estados em conflito para o benefício das suas populações.

Está igualmente a analisar a actual situação de segurança na República Democrática do Congo e o desarmamento das Forças Democráticas de Libertação Ruanda (FDLR), no Sudão do Sul, na República Centro Africana e no Burundi.

Questões ligadas ao resultado da missão de paz na República Centro Africana, e nos estados da Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC) e a ameaça do terrorismo na Região dos Grandes Lagos, serão igualmente analisadas no encontro que termina ainda hoje no final da tarde.

Este encontro das chefias militares das forças armadas e dos serviços de informação da CIRGL, antecede a reunião extraordinária do comité de ministros da Defesa deste organismo, que terá lugar nesta terça – feira, em Luanda.

A República de Angola, na pessoa do seu Presidente, José Eduardo dos Santos, assume por dois anos a presidência rotativa da CIRGL, cujo mandato iniciou em Janeiro de 2014.

A CIRGL foi criada após os conflitos políticos que marcaram a região dos Grandes Lagos, em 1994, cujo resultado marcou o reconhecimento da sua dimensão e a necessidade de um esforço concentrado com vista a promoção da paz e do desenvolvimento na região.

Fazem parte da CIRGL Angola, Burundi, República Centro-Africana, República do Congo, República Democrática do Congo, Quénia, Uganda, Ruanda, Sudão do Sul, Tanzânia e Zâmbia. (portalangop.co.ao)

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA