Ex-presidente Sarkozy inicia transformação da direita francesa

Nicolas Sarkozy anunciou a mudança de nome da principal formação da direita francesa, que passa a se chamar "Os Republicanos" (Les Républicains) (REUTERS/Philippe Wojazer)
Nicolas Sarkozy anunciou a mudança de nome da principal formação da direita francesa, que passa a se chamar "Os Republicanos" (Les Républicains) (REUTERS/Philippe Wojazer)
Nicolas Sarkozy anunciou a mudança de nome da principal formação da direita francesa, que passa a se chamar “Os Republicanos” (Les Républicains)
(REUTERS/Philippe Wojazer)

A União por um Movimento Popular (UMP), principal partido de direita da França, mudou oficialmente de nome neste sábado (30) e passa a se chamar “Os Republicanos”. A medida, apresentada com pompa durante um congresso em Paris, faz parte da transformação orquestrada pelo ex-presidente francês, Nicolas Sarkozy, que dirige a legenda e prepara o terreno para tentar se reeleger nas presidenciais de 2017.

Novo nome, novos estatutos e nova equipe: o congresso realizado neste sábado no leste de Paris, onde são esperadas mais de 20 mil pessoas, deve marcar o renascimento da direita francesa, três anos após Sarkozy perder para o socialista François Hollande na corrida presidencial. Depois da derrota de 2012, o ex-presidente se retirou do cenário político e seu partido afundou, principalmente após uma série de escândalos judiciais envolvendo autoridades da legenda.

A escolha do nome chegou a ser contestada pelos partidos e associações de esquerda que, preocupados ao verem a direita reivindicar e se apropriar dos valores republicanos, chegaram a tentar bloquear a mudança de título. Mas a justiça acabou validando a escolha dos dirigentes da UMP.

Sarkozy quer mudar sua imagem

Além de mudar o nome do partido, Sarkozy, que voltou a liderar a formação de Novembro passado, tenta apagar sua imagem agressiva para se apresentar como um homem de consenso. Nas últimas eleições locais, em Março, seu partido obteve bons resultados, embora tenha se beneficiado principalmente da baixa popularidade do governo de esquerda, que luta, sem sucesso, para reduzir o desemprego no país.

No entanto, as sondagens também não são muito favoráveis para Sarkozy. Segundo os números divulgados neste sábado, quase três quartos dos franceses não desejam que o líder do partido “Os Republicanos” se apresente nas próximas eleições presidenciais.

Por outro lado, o partido de extrema-direita Frente Nacional continua sendo uma ameaça: a legenda ficou na liderança nas eleições europeias de 2014 e sua líder, Marine Le Pen, se mostra confiante de que vai para o segundo turno das presidenciais de 2017, como chegaram a apontar algumas pesquisas de opinião. (rfi.fr)

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