EUA põem em dúvida vontade do Iraque de lutar contra o Estado Islâmico

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WASHINGTON – Os Estados Unidos puseram em dúvida a vontade do Iraque para combater os extremistas do grupo Estado Islâmico (EI), que no domingo tomaram um posto iraquiano fronteiriço com a Síria e consolidaram um pouco mais seu califado.

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O secretário americano de Defesa, Ashton Carter, criticou as forças iraquianas, já que não demonstraram vontade de lutar quando enfrentaram o EI em Ramadi.

– Os bombardeios aéreos da coalizão internacional encabeçada pelos Estados Unidos são eficazes mas não podem substituir as forças iraquianas de lutar – declarou Ashton Carte em entrevista à rede CNN.

– Em Ramadi, que caiu há uma semana nas mãos dos extremistas, os soldados iraquianos superaram amplamente as forças de seus inimigos, mas ainda assim foram incapazes de combater e se retiraram da zona – lamentou o chefe do Pentágono. – Podemos dar-lhes treinamento, podemos fornecer equipamentos, mas evidentemente não podemos dar-lhes a vontade de combater – disse Ashton.

O primeiro-ministro iraquiano, Haider al Abadi, respondeu na BBC a Carter, que, em seu julgamento, tinha informação errada.

– Ramadi será liberada em questão de dias – acrescentou.

Em Doha, o ministro das Relações Exteriores do Catar, Jaled al Attiya, negou que a campanha aérea contra o EI foi um fracasso, mas admitiu que esta ação militar não era suficiente para vencer o grupo extremista.

– Tem que reforçar e acelerar o diálogo no Iraque e encontrar um emio para salvar o povoado sírio, capturado entre a tirania do regime e a brutalidade dos terroristas – acrescentou o chanceler do Catar.

Os extremistas continuaram seu avanço no domingo ao amanhecer com a tomada do posto fronteiriço de Al Wald, entre a Síria e o Iraque, três dias depois da tomada do posto sírio de Al Tanaf.

Desta maneira, o EI garantiu o controle de duas estradas principais entre a província iraquiana de Al Anbar e a Síria.

– De madrugada, dois homens atacaram Al Walid do lado sírio. Tentamos disparar com a metralhadora, mas estavam fortemente armado – afirmou Marwan al Hadithi, um guarda no posto de Terbil, na fronteira com a Jordânia.

Desde o início da ofensiva do EI no Iraque em junho de 2014, as forças armadas iraquianas são acusadas de fugir diante do inimigo, segundo os soldados, por falta de meios.

Mas com o apoio de tribus sintuas e milícias xiitas, o Exército conseguiu retomar no sábado Husaybah, a sete quilômetros a leste de Ramadi.

No domingo, o EI executou em uma estrada no norte de Bagdá 16 comerciantes que transportavam alimentos entre as cidades de Baiji, nas mãos do EI, e Haditah, nas mãos do governo.

CIVIS EXECUTADOS NA SÍRIA

Na Síria, a tomada em 21 de maio de Palmira poderia permitir aos extremistas lançar ataques contra Damasco e Homs, terceira cidade do país, estimam especialistas.

Para a universidade de Al Azhar, uma das instituições mais influentes do islã sunita, salvar Palmira deveria ser uma batalha para toda a humanidade.

Segundo a agência de notícia oficial Sana, o EI executou 400 pessoas nesta cidade, em sua maioria mulheres, crianças e anciãos.

A ONG Observatórios Sírio de Direitos Humanos (OSDH) informou por sua parte a execução de 217 pessoas, entre elas civis, pelo EI nos últimos nove dias na província de Homs, onde se situa Palmira.

Na província de Alepo, um helicóptero do Exército caiu. O EI afirmo que o abateu, enquanto que a televisão oficial síria falava de uma falha técnica.

O chefe do movimento xiita libanês Hezbollah anunciou do Líbano que seu grupo combate agora na Síria junto ao Exército e pediu uma frente única contra o perigo existencial que supõe o EI. (yahoo.com)

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