EUA matam membro da direcção financeira do EI na Síria

O secretário da Defesa dos Estados Unidos, Ashton Carter. (REUTERS/James Lawler Duggan)
O secretário da Defesa dos Estados Unidos, Ashton Carter. (REUTERS/James Lawler Duggan)
O secretário da Defesa dos Estados Unidos, Ashton Carter.
(REUTERS/James Lawler Duggan)

As forças especiais americanas mataram neste sábado (16) um importante membro da direcção do grupo extremista Estado Islâmico (EI) em uma operação militar no leste da Síria. Abu Sayyaf integrava a direcção financeira do grupo ultra-radical islâmico. Nas últimas horas, os jihadistas do EI executaram dezenas de civis em sua rota de conquista da cidade síria de Palmira (centro), património mundial da humanidade. Os jihadistas também estão a ponto de dominar Ramadi, no Iraque.

O secretário da Defesa dos Estados Unidos, Ashton Carter, forneceu algumas informações sobre a operação especial que matou Abu Sayyaf e foi autorizada pelo presidente Barack Obama.

O membro do EI foi morto em troca de tiros com soldados americanos que foram deixados por um helicóptero dos EUA perto da casa do jihadista. A mulher de Sayyaf foi capturada durante a acção e levada para uma base militar americana no Iraque. Nenhum soldado americano ficou ferido no tiroteio.

Analistas europeus afirmam que, pela eficácia da intervenção, é quase certo que os Estados Unidos contaram com informações de inteligência fornecidas pelo governo do presidente sírio, Bashar al-Assad.

Abu Sayyaf esteve implicado em actividades militares do EI e conduzia a estratégia financeira do grupo terrorista. Segundo o secretário da Defesa americano, ele dirigia transacções financeiras, incluindo a venda de petróleo e gás extraídos de refinarias que o grupo controla.

A caminho de Palmira

Neste sábado, combatentes do grupo ultra-radical sunita ganharam posições ocupadas pelo exército sírio e chegaram ainda mais perto de Palmira, a cidade que é tombada pelo património mundial da Unesco e possui tesouros e relíquias da civilização islâmica de valor inestimável. Além das riquezas arqueológicas, Palmira tem localização estratégica: acessível por duas estradas, uma delas leva a Homs e a outra até a costa mediterrânea, a 240 km da capital, Damasco. Além disso, Palmira fica na entrada do grande deserto sírio, que faz fronteira com a província iraquiana de Al-Anbar, cuja capital é Ramadi e caiu esta semana parcialmente sob controle dos jihadistas.

Dezenas de civis executados

Na rota para Palmira, os extremistas sunitas do EI, conhecidos por suas atrocidades, executaram pelo menos 49 civis nas últimas 48 horas, segundo levantamento da ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH). Em um dos massacres, que resultou na morte de 23 pessoas, havia nove crianças e quatro mulheres entre as vítimas. Parte dos civis foi decapitada.

O director do OSDH, Rami Abdel Rahmane, diz que a organização terrorista quer dar a impressão que está conquistando novas áreas da Síria e do Iraque, apesar das operações aéreas da coalizão liderada pelos Estados Unidos contra posições do EI.

A província de Homs, no centro da Síria, ainda é controlada pelo exército de Bashar al-Assad e conquistá-la seria uma forma de ampliar a influência dos jihadistas em regiões que vão além do norte e do leste da Síria, onde o grupo já está bem estabelecido.

EUA enviam armas ao Iraque

Depois de conquistar a sede do governo de Ramadi, nesta sexta-feira, o EI está prestes a conquistar o estante da cidade iraquiana. Se isto acontecer, será a mais importante vitória dos jihadistas este ano no Iraque. Os rebeldes sunitas passariam a controlar as capitais de duas grandes províncias iraquianas, Mossul e Ramadi.

Ontem, o vice-presidente americano, Joe Biden, disse que Washington entrega armas ao Iraque de forma “contínua e acelerada”, para ajudar as forças iraquianas a combater os jihadistas do EI. Biden conversou por telefone com o primeiro ministro iraquiano, Haider al-Abadi, que demonstrou estar muito preocupado com a situação em Ramadi. (rfi.fr)

 

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