Especialista alerta para consequências das antenas de telefonia móvel no homem

(Foto: Angop)
(Foto: Angop)
(Foto: Angop)

O director Nacional de Investigação Científica, Domingos da Silva Neto, alertou hoje para o perigo que representa à exposição, por muito tempo, às ondas emitidas pelas antenas repetidoras das operadoras de telefonia móvel no país.

O responsável da direcção afecta ao Ministério da Ciência e Tecnologia faz esta chamada de atenção num estudo enviado à Angop, no qual explica os perigos que advêm da existência destes instrumentos perto de áreas residenciais ou de grande aglomerado populacional.

Para o técnico, um aspecto pouco difundido, mas de especial transcendência para conhecer a origem de alguns dos efeitos nocivos relacionados com as radiações de telefonia digital, é a interacção entre as radiofrequências e outros factores.

Alguns destes factores são de risco, por si mesmos, e outros transformam-se em risco ao interagir com campos electromagnéticos – disse.

Para si, quem compra ou aluga um imóvel em áreas de proximidade destas antenas está sujeito a sofrer lesões e prejuízos, porém, a maior parte das pessoas permanecem nesses locais por não conhecerem os riscos.

A permanência perto desses locais pode causar tumores, pois o cérebro humano é capaz de detectar e empregar sinais de baixa frequência procedentes das chamadas Ondas ou Ressonâncias Schuman que têm uma intensidade média de 0,0000001 uW/cm2 (0,1 micro W/cm2). A sua exposição milhares de vezes mais intensas provocam efeitos nocivos sobre a actividade cerebral – explicou o responsável, sustentando-se em estudos de renomados cientistas.

Ressonâncias Schuman é um conjunto de picos no espectro na ELF (banda de frequências extremamente baixas) do campo eletromagnético terrestre, formado pela superfície da Terra e pelas camadas inferiores da ionosfera. As radiações eletromagnéticas causadas por tempestades elétricas são fontes das oscilações das ELF.

Este efeito pode traduzir-se em um dano das células cerebrais, assim como uma elevação de risco de tumor cerebral, como resposta do organismo a doses excessivamente elevadas. Existem diferentes pesquisas in vitro e com animais que sustentam a tese de que a exposição a rádio frequência tenham efeito cancerígeno.

Esta exposição tem outras consequências como a melatonina, o hormónio melatonina é segregado durante a noite pela glândula pineal e pode diminuir seus níveis com base à exposição a campos electromagnéticos. A melatonina é um hormónio protector contra o câncer que pode se ver alterada a partir de doses tão reduzidas como 0,02 uW/cm2.

Há ainda transtornos neurais e nervosos, os processos eléctricos naturais do cérebro funcionam na base de correntes eléctricas extremamente fracas que são alteradas por outros campos de procedência exterior que, no caso da telefonia móvel, podem chegar a milhares de vezes superiores às correntes naturais do cérebro, gerando enormes consequências fisiológicas, especialmente nas funções cerebrais, tal como ocorre no Mal de Alzheimer.

Os estudos epidemiológicos realizados até esta data, acrescentou, avaliados por pesquisas de laboratório, relatam os seguintes transtornos e sintomas nas pessoas expostas a radiofrequências: astenia, fadiga, cefaleia, náuseas, anorexia, stress, nervosismo, perda de reflexos e memória, atraso na tomada de decisões, alterações do ritmo cardíaco e da pressão arterial, palpitações, sonolência, insónia e transtornos do sono, alterações sensoriais (diminuição do olfacto), alteração das frequências cerebrais, ruídos e zumbidos no ouvido, tonturas e vertigens. (portalangop.co.ao)

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