Domingos Nguizani defende formação

Domingos NGuizani, professor de Dança (Foto: D.R.)
Domingos NGuizani, professor de Dança (Foto: D.R.)
Domingos NGuizani, professor de Dança
(Foto: D.R.)

O professor de dança tradicional Domingos Nguizani disse, em Luanda, ser importante apostar na formação de técnicos especializados para permitir um estudo sistemático do património cultural oral, junto das populações.

O especialista, que dissertou numa palestra na Liga Africana, por ocasião do Dia Mundial da Dança, que se celebra hoje, felicitou os vários esforços desenvolvidos pelo Ministério da Cultura, no sentido de procurar responder às preocupações dos profissionais no que diz respeito a estudos, valorização e divulgação da dança tradicional angolana.

A preservação das danças tradicionais teêm sido factores motivacional e pesquisa para a juventude, inspirando-a a apresentar coreografias que enaltecem a cultural nacional.
Com a globalização, refere, as próximas gerações, correm o risco de não saberem preservar a sua cultura.
No domínio social, a dança mostra a maneira como adolescentes e jovens são preparados para o desafio da vida, tanto a nível individual, como do grupo, sendo as escolas tradicionais de Mukanda nas Lundas, Xikumbi em Cabinda, Efiko na Huíla, Efundula no Cunene, Bakama ou Zindunga (mascarado sagrados) de Tchizo em Cabinda e Komba di Toco em Luanda.

Domingos Nguizani diz que é nesta diversidade cultural que a dança se associa à drama e os rituais, à música instrumental e cantante, a diversos artefactos proveniente do folclore local. No domínio espiritual, explica, a dança simboliza o elo de ligação entre os vivos e os mortos. Na transmissão de valores culturais, a tendência é buscar novas respostas, recorrendo ao mundo espiritual, onde há novas energias para os ciclos produtivos seguintes. Com o andar do tempo,  disse, algumas danças têm sofrido transformações, na forma prática, indumentária, coreografia, instrumentos usados e no conteúdo.

A dança tradicional é elemento privilegiado da identidade cultural, por ter vários traços como a motivação, histórico social, o canto, instrumentos tradicionais como o ngoma, chocalho, marimba, hungu, olombumba, cacoxi, xinguiri e pungui.
As culturas tradicionais constituem uma fonte preciosa para alimentar o patriotismo, a criação das obras de artes, enriquecer a identidade universal da humanidade, constituindo um factor essencial de harmonia e estabilidade social.

“A cultura tradicional, onde a dança está inserida, deve ser fortalecida e promovida, por constituir um refúgio, uma trincheira e retaguarda indispensável para a constituição da verdadeira identidade nacional e a cidadania”, disse Domingos Nguizani.

GRUPOS EXIBEM CULTURA EM MILÃO

A actuação do grupo tradicionalde dança Kina Kumoxi vai marcar hoje, às 17h00, logo à entrada do Pavilhão nacional, a cerimónia oficial de Angola, na Expo Milão’2015, que decorre até 31 de Outubro.

A cerimónia oficial, que é antecedida da abertura do pavilhão, prevista para às 10h00, vai igualmente contar com a exibição do grupo Ballet Tradicional Kilandukilo, núcleo de Lisboa, às 17h30, no “Palco Angola”.

Grupo de Dança angolano (Foto: Angop)
Grupo de Dança angolano
(Foto: Angop)

Os grupos de dança Kina Kumoxi e Kilandukilo vão mostrar aos visitantes, a riqueza rítmica das músicas e danças folclóricasangolanas.
Kayaya Júnior, director artístico do Pavilhão de Angola, disse que os grupos vão exibir a força do batuque, marimba, dikanza, puita, kissange e bate-bate, para dar a conhecer aos espectadores as mais variadas manifestações culturais dos angolanos.

Amanhã, às 18h00, é lançado o livro oficial do Pavilhão de Angola na Expo Milão’2015, numa cerimónia marcada para o restaurante “Laboratório” no terceiro piso do pavilhão nacional. Meia hora depois, é o o momento de degustação da gastronomia angolana.
O grupo Kina Kumoxi volta a entrar em acção, às 19h30, no “Palco Angola”. Para encerrar o primeiro dia de actividades culturais, das 20h00 às 21h00, está prevista a animação do músico Gelson Castro e o grupo tradicional Muxima Uami, no “Palco Angola”.
No sábado, das 11h30 às 18h30, estão agendadas actuações dos grupos tradicional de dança Kina Kumoxi, Gelson Castro e Muxima Uami, além do “Show Angolano”, no palco Plaza.

No domingo e segunda-feira, das 11h30 às 17h30, o grupo Kina Kumoxi, Muxima Uami e o cantor Gelson Castro vão manter o pavilhão sempre com animação cultural, no palco Plaza.
No dia 23 de Maio, pelas 20h30, está prevista a actuação da Orquestra Sinfónica Kapossoka, formada por crianças e adolescentes, que vai fazer uma viagem aos principais clássicos musicais angolanos com algumas inovações e criatividade artística.

Para o dia 24, vão actuar o grupo Ndaka Yo Wini e Daniel Oliveira, no palco Conference Center, enquanto para a celebração do Dia de África, 25 de Maio, estão marcadas várias actividades culturais, com destaque ao lançamento do livro “Alimentação Regional Angolana”, do escritor Óscar Ribas. No mesmo dia, às 15h30, está agendada a realização do Festival Dia de África, marcado para o recinto Conference Center, com actuações dos músicos Gabriel Tchiema, Ndaka yo Wini e o camaronês Blick Bassy e a sua banda, como convidado especial.

No dia 31, a partir das 11h30, está marcado o espectáculo musical dedicado às crianças denominado “Show infantil Angolândia” com Alice Berenguel, no palco Plaza.
A cultura, gastronomia e potencialidades económicas angolanas vão estar patentes a partir de amanhã, na Expo Milão’ 2015. Na abertura estão a comissária nacional de Angola, Albina Assis, a ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, e a secretária de Estado da Cooperação e das Relações Exteriores, Ângela Bragança.

O embaixador de Angola em Itália, Florêncio de Almeida, e o ministro conselheiro Carlos Amaral, na qualidade de representante adjunto do país junto do Fundo das Nações Unidas para a Alimentação (FAO), sedeado em Roma, também participam na cerimónia de abertura da Expo Milão.
A Expo vai decorrer sob o signo da agricultura e nutrição mundial. Tem como lema central “Alimentar o Planeta, Energia para a Vida”. Angola optou pelo tema “Alimentação e Cultura – Educar para Inovar”.
O pavilhão de Angola na Expo ocupa dois mil metros quadrados e três pisos. (jornaldeangola.com)

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