Defendida criação de Secretária de Estado para os Assuntos Religiosos

Bispo Manuel Inocêncio de Sousa, presidente da UIESA (Foto: ANGOP)
Bispo Manuel Inocêncio de Sousa, presidente da UIESA (Foto: ANGOP)
Bispo Manuel Inocêncio de Sousa, presidente da UIESA (Foto: ANGOP)

O presidente da União das Igrejas do Espírito Santo (UIESA), bispo Manuel Inocêncio de Sousa, defendeu a necessidade de criação de uma Secretária de Estado para os Assuntos Religiosos, por formas a dar um tratamento adequado ao fenómeno da proliferação de igrejas no país.

Em declarações à Angop em Luanda, a propósito das igrejas em Angola, o líder religioso aventou que toda a matéria relativa a esta deve ser tratada com muita cautela, de modo a se estancar o surgimento de uma série de seitas ou religiões.

“Precisamos de ter em Angola um órgão que trata especificamente de assuntos religiosos. Assim, iremos ver muitos dos problemas ligados a proliferação das igrejas solucionados ou sancionados sem problema, em tempo oportuno. Uma Secretária de Estado teria vários departamentos virados a religião e mais pessoas para analisar”, defendeu o bispo.

Na sua óptica, assuntos de igrejas transcendem à cultura e as sociedades.

“O Instituto Nacional para os Assuntos Religiosos é o órgão que trata de todos os assuntos da igreja e pertence ao Ministério da Cultura. Penso que mesmo o ministério não tem encontrado muito tempo para se dedicar ao estudo deste fenómeno”, referiu.

Segundo o bispo, muitos países têm ministérios para os assuntos religiosos.

“Nós não estamos a pedir um ministério, mas sim uma Secretária de Estado, porque o Instituto Nacional para os Assuntos Religiosos tem limitações em termos de competências. É um órgão afecto a Cultura, não pode dar passos sem a orientação da ministra e está mais para a investigação e estudo”, argumentou.

Por outro lado, solicitou ao Estado para, no momento, oportuno estudar as diferentes alas que surgem em algumas igrejas, no intuito de conter as ramificações ou o surgimento de seitas. “É preciso tomar medidas, acautelar, sensibilizar e mobilizar o povo em questões ligadas a Igreja e ao Estado”.

De referir que está neste momento em debate público o Projecto de Lei sobre a Liberdade de Religião, Crença e Culto, numa iniciativa do Ministério da Cultura.

Esse diploma refere que o Estado angolano coopera com as igrejas e confissões religiosas reconhecidas ou autorizadas, na promoção dos direitos fundamentais e no desenvolvimento integral de cada pessoa, salvaguardando valores como a paz, liberdade, solidariedade e tolerância. (portalangop.co.ao)

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