Custo de vida aumenta, poder de compra dos angolanos diminui

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O Instituto Nacional de Estatísticas registou uma subida de preços entre Abril e Maio de 0,71 por cento, mas nos mercados de Luanda as vendedeiras  falam num aumento subida de mais de 100 por cento do preço da cesta básica das famílias. O economista José Matuta Cuato, ouvido defende um ajuste dos salários, enquanto o sociólogo Aniceto Cunha alerta para possíveis protestos de ruas devido ao aumento do custo de vida.

O balde de tomate que custava em Abril mil kwanzas agora é comprado  no mercado informal por 2.500 kwanzas. O mesmo acontece com o balde de cebola, da batata rena e da batata doce.

Entretanto, o Instituto Nacional de Estatísticas revela que os preços subiram, em média, apenas, 0,78 por cento, ou seja 78 Akzs por cada balde comprado.

No terreno, e com uma posição contrária, as vendedeiras em alguns mercados informais em Luanda confirmam a subida astronómica dos preços dos produtos básicos e apontam  como causa o aumento do preço dos combustíveis.

Frente a este quadro, o economista José Matuta Cuato defende o ajuste salarial como solução para repor o poder de compra das famílias angolanas.

Por sua vez, o sociólogo Aniceto Cunha alerta para possíveis protestos de rua devido à subida do preços da cesta básica e a consequente redução do poder de compra dos angolanos porque “isso pode acarretar alguma frustração”.

De recordar que de Setembro a esta parte o Governo angolano aumentou em três ocasiões os preços dos combustíveis, enquanto reduzia os subsídios anteriormente atribuídos por imposição do Fundo Monetário Internacional. (voa.com)

por Coque Mukuta

 

 

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