Cuanza Norte: Responsável alerta sobre perigos da venda ilegal de medicamentos

ACTIVIDADE FARMACÊUTICA POR PESSOAS NÃO ESPECIALIZADAS PODE SER PERIGOSO (Foto: Aspirante)

Dondo – A problemática de venda de medicamentos nas farmácias por pessoas não especializadas constitui um atentado à saúde dos pacientes, com o risco de comprarem medicamentos errados à prescrição médica.

ACTIVIDADE FARMACÊUTICA POR PESSOAS NÃO ESPECIALIZADAS PODE SER PERIGOSO (Foto: Aspirante)
ACTIVIDADE FARMACÊUTICA POR PESSOAS NÃO ESPECIALIZADAS PODE SER PERIGOSO (Foto: Aspirante)

A afirmação foi dada hoje (sábado) no Dondo (Cuanza Norte) à Angop, pelo o responsável dos serviços de inspecção da saúde no município de Cambambe, Francisco André Muhongo, aclarando que a solução passa pela obrigatoriedade do recrutamento de técnicos especializados.

A fonte reconheceu a inexistência de farmacêuticos ao nível da circunscrição, um vazio que em alguns casos tem sido coberto com o recrutamento de técnicos básicos de enfermagem, o que ainda não atende as exigências que se exige do exercício da actividade farmacêutica.

Outra preocupação avançada pelo responsável prende-se com o facto de muitos detentores de farmácia recrutarem técnicos de saúde no começo da actividade, mas estes, acabam por desvincular- se ao longo do tempo.

Fruto deste comportamento, muitas vezes os pacientes adquirem inadvertidamente fármacos errados, como resultado da má interpretação do nome comercial dos medicamentos, ou que fazem- no para camuflar as suas fraquezas ante o domínio da farmacologia.

Francisco Muhongo disse, por outro lado, que a falta de conhecimento profundo da arte que exercem, muitos farmacêuticos confundem também a caligrafia dos médicos e, curiosamente se encarregam na alteração da medicação, o que considerou bastante grave.

“Apesar de exíguo a ocorrência de casos de choques anafiláticos, resultante da ingestão errada de medicamentos, é importante a observância dos critérios de segurança, por via da formação dos farmacêuticos, na medida em que o sector privado de saúde joga um papel relevante no atendimento a população”, disse.

Ao nível do município, as autoridades sanitárias controlam vinte farmácias privadas, das quais menos de metade são asseguradas por técnicos de saúde. (portalangop.co.ao)

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