Cuanza Norte: Criadores de gado do planalto de Camabatela clamam por apoios

Criadores de gado com dificuldades para repovoarem Planalto de Camabatela (Foto: Angop/Arquivo)
Criadores de gado com dificuldades para repovoarem Planalto de Camabatela (Foto: Angop/Arquivo)
Criadores de gado com dificuldades para repovoarem Planalto de Camabatela (Foto: Angop/Arquivo)

Os criadores de gado pertencentes à Cooperativa Pecuária do Planalto de Camabatela (Cooplaca), província do Cuanza Norte, necessitam de apoios para concretizarem os seus projectos de repovoamento animal na região que integra as províncias do Cuanza Norte, Malanje e Uíge.

O facto foi dado a conhecer hoje, à imprensa, em Camabatela, município de Ambaca, pelo director executivo do grémio, Augusto Justino, que referiu que os criadores aguardam há muitos anos pelos empréstimos solicitados em várias instituições bancárias do país para financiarem os seus projectos.

Augusto Justino esclareceu que a falta de apoios está a dificultar o repovoamento animal do planalto de Camabatela.

O responsável acrescentou que os associados estão neste momento engajados na elaboração de estudos e projectos de viabilidade a fim de poderem candidatar-se a financiamentos, através do Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) e outras instituições credoras.

Em sua opinião, o repovoamento animal neste planalto pode se processar em duas vertentes. Numa em que o Estado fomente a actividade, adquirindo o gado para distribuir à titulo de crêdito aas criadores e outra em que sejam os criadores a adquirirem o gado com recurso a créditos bancários, à taxas de juros bonificadas.

Augusto Justino disse que caso não sejam tomadas medidas que assegurem o repovoamento animal da região, o número de efectivos bovino existente no planalto de Camabatela estimado em cerca de vinte mil cabeças será insuficiente para sustentar o novo matadouro que está a ser construído no município de Ambaca.

“Um financiamento aumentaria a capacidade dos criadores e consequentemente o repovoamento da região a fim de satisfazer as capacidades de produção do futuro matadouro”, disse.

Actualmente a Cooplaca controla 110 associados das províncias de Malange, Uíge e Cuanza Norte. (portalangop.co.ao)

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