Concertação entre partidos no poder na SADC poderá acelerar integração regional

Roberto de Almeida - Vice presidente do MPLA (Foto: Lucas Neto)
Roberto de Almeida - Vice presidente do MPLA (Foto: Lucas Neto)
Roberto de Almeida – Vice presidente do MPLA (Foto: Lucas Neto)

O Vice-presidente do MPLA, Roberto de Almeida, admitiu nesta quarta-feira, em Luanda, que o Fórum dos Grupos Parlamentares dos partidos maioritários nos países da SADC, cuja institucionalização poderá acontecer no decurso deste II encontro, poderá contribuir para a integração da região da África Austral.

O dirigente partidário expressou esta convicção quando falava à imprensa, no termo de uma audiência que concedeu aos representantes dos Grupos Parlamentares dos partidos políticos no poder em Moçambique, África do Sul, Namíbia, República Democrática do Congo, Zimbabwe, Zâmbia, Swazilândia e Seychelles, presentes em Luanda para participar no Fórum, aberto hoje.

Roberto de Almeida, que disse ter feito um retrato da actividade do MPLA neste momento, sustentou que no quadro dos parlamentos há órgãos que acompanham a actividade económica e impulsionam, através de várias disposições legislativas, a integração da região austral de África.

Assumiu que o MPLA está engajado, através do Executivo, em assumir as suas responsabilidades no quadro da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), porém, ainda existem alguns pressupostos a satisfazer para assinar o acordo que estabelece uma cooperação regional a nível do comércio, indústria e outros domínios.

“Nós não podemos imediatamente integrar esse quadro, mas estamos a fazer esforços para a integrarmos a SADC do ponto de vista económico até 2017”, declarou o dirigente do MPLA, que reafirmou o desejo de reforçar as relações de amizade e de cooperação com os partidos no poder, com vista a integração económica, um dos objectivos primordiais da organização regional.

Durante dois dias, os representantes dos Grupos Parlamentares dos partidos políticos no poder na SADC vão debater temas como “Políticas de Integração Económica na SADC”, “Prevenção e Resolução de Conflitos”, “Democracia e Desenvolvimento na Região”, “Natureza Jurídica da Integração e Órgão da SADC” e “A Circulação de Pessoas e Bens e seus constrangimentos na SADC”.

Os participantes deverão ainda aprovar a “Declaração de Luanda”, bem como a institucionalização do Fórum, com um espaço de diálogo e concertação de ideias sobre os prementes problemas que apoquentam os cerca de 220 milhões de habitantes da África Austral.

O I Fórum teve lugar de 27 a 28 de Fevereiro, em Windhoek, Namíbia, sob o lema “O reforço da democracia parlamentar e a boa governação na região da SADC”, por iniciativa do MPLA (Angola), Swapo (Namíbia) e do Chama Chama Pinduzi (Tanzânia). (portalangop.co.ao)

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