Coimbra Relação ‘arrasa’ depoimento de marido de inspetora da PJ

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O tribunal de primeira instância de Coimbra tinha absolvido Ana Saltão do crime de homicídio qualificado e peculato.

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Não acontece muitas vezes, mas desta vez aconteceu. O Tribunal da Relação de Coimbra anulou a sentença do tribunal de primeira instância e condenou Ana Saltão a 17 anos de prisão efetiva pela morte da avó do marido.

De acordo com o jornal SOL, os juízes desembargadores consideram como certo que a arguida foi a Coimbra, em 2012, com “um objetivo relacionado com a obtenção de dinheiro”, pois uma visita social não fazia sentido uma vez que “não havia uma relação de proximidade que justificasse uma tal visita”.

Assim, a Relação validou as provas que não passaram no crivo da primeira instância, tendo considerado como provado que a inspetora furtou a arma do escritório de uma colega de trabalho, que a ferida que apresentava na mão resultava dos 14 tiros disparados e que os vestígios de pólvora encontrados no blusão usado no dia do crime correspondem os detetados no local do crime.

Para os juízes Olga Maurício e Luís Teixeira, Ana Saltão agiu movida por uma “raiva latente”.

No que diz respeito ao marido da arguida, que a denunciou aos colegas e que depois voltou atrás e acusou a Polícia Judiciária de montar uma cabala contra Ana Saltão, os juízes da Relação consideraram que o seu depoimento havia sido “fantasioso, ilógico e pueril”. (noticiasaominuto.com)

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