Cimeria de Banguecoque decide cooperação regional no combate à migração clandestina

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O combate ao tráfico de seres humanos no sudeste asiático vai envolver os países da região – são as decisões da reunião sobre migração clandestina que terminou na sexta-feira em Banguecoque.

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Confrontada a milhares de imigrantes da minoria muçulmana rohingya que vêm da Birmânia, a Tailândia deseja uma solução de longo termo para a crise dos refugiados.

O secretário permanente do ministério dos Negócios Estrangeiros da Tailândia, Norachit Sinhaseni, sublinhou que se estes muçulmanos rohingya tiverem condições dignas de existência na Birmânia não necessitarão de abandonar o país.

“O nosso objetivo de longo prazo é que as pessoas não tenham de fugir, que possam viver em paz, que tenham emprego, melhor qualidade de vida – assim não terão de fugir”, disse Sinhaseni, acrescentando que “O governo da Birmânia acolheu a proposta de apoio financeiro”.

A Tailândia espera iniciar “o mais rapidamente possível” o processo de repatriação de centenas de imigrantes vindos da Birmânia.

Nas últimas três semanas chegaram à Tailândia 300 imigrantes, a somar a outras três centenas que já estavam em campos de refugiados, de acordo com as autoridades tailandesas.

De acordo com as agências de ajuda humanitária, nas águas do golfo de Bengala estão mais de 2.600 pessoas em embarcações abandonadas pelas redes de traficantes.

Segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), são necessários 26 milhões de dólares para enfrentar a crise dos refugiados no sudeste asiático. Os Estados Unidos ofereceram três milhões dólares em ajuda financeira. Austrália prometeu 11 milhões de dólares e o Japão diz estar a considerar também novos financiamentos.

A cimeria de Banguecoque reuniu representantes de 17 países da região e de outros países asiáticos, dos EUA, da Suíça, da OIM e do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR). (euronews.com)

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