Centros de Investimento do BFA disponibilizam mais de 5,4 mil milhões Kz

Emídio Pinheiro, PCA BFA (Foto: D.R.)
Emídio Pinheiro, PCA BFA (Foto: D.R.)
Emídio Pinheiro, PCA BFA
(Foto: D.R.)

Com 72 colaboradores, os centros foram lançados em Março de 2006, para proporcionarem aos clientes de alto rendimento um tratamento diferenciado.

Mais de 50 milhões USD (5,4 mil milhões Kz) foram disponibilizados pelo Banco de Fomento Angola (BFA), através dos seus Centros de Investimento, criados há nove anos para apoiar o desenvolvimento de projectos de clientes de alto rendimento, avançou a administradora da instituição, Manuela Moreira.

Falando à imprensa à margem do acto que marcou a reinauguração do Centro de Investimento do BFA no edifício-sede da instituição, a responsável revelou que o banco conta, actualmente, com nove estabelecimentos do género, sendo seis em Luanda, um em Benguela, um no Lobito e outro no Lubango, que atendem cerca de 3.500 clientes, perspectivando-se a abertura, nos próximos tempos, de mais um em Cabinda.

A gestora lembrou que os Centros de Investimento do BFA, com um total de 72 colaboradores, foram lançados em Março de 2006, para proporcionarem aos clientes um melhor atendimento maior privacidade e, principalmente, uma relação de proximidade. Estes centros, explicou, são “uma espécie de private que acolhem os maiores clientes” da instituição, excluindo empresas, que, como clarificou, são atendidas em áreas especializadas do banco. “O que fizemos desde o início foi migrar clientes, através de um processo de segmentação, dos balcões para os Centros de Investimento”, clarificou Manuela Moreira.

A estrutura de recursos dos clientes dos Centros de Investimento constante do relatório e contas do BFA referente a 2014 mostra que os depósitos a prazo representam a grande maioria, caracterizando-se essencialmente como um segmento de poupança. Em 2014, os recursos dos clientes dos Centros de Investimento atingiram 158,8 mil milhões Kz, um crescimento de 2,5% face ao ano anterior.

A gestora indicou ser estratégia de mercado do BFA surpreender os clientes e antecipar-se à concorrência com produtos ou serviços novos, dentro do que são os valores do banco. “Se tivermos clientes satisfeitos e felizes, não tenho dúvidas de que vamos ter melhores resultados a nível dos negócios, que não só beneficiam o BFA, mas também trazem satisfação a quem servimos”, sublinhou.

O empresário benguelense Nelito Monteiro, ouvido pelo Expansão, defendeu que os centros de investimento constituem “uma mais-valia” para o financiamento de projectos estruturantes dos empresários, “sobretudo numa altura em que se luta para promover a diversificação da economia”. (expansao.ao)

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