Câmara dos Representantes dos Estados Unidos quer aumentar despesas militares em US$40 biliões

(© flickr.com/ Stephen Melkisethian)
(© flickr.com/ Stephen Melkisethian)
(© flickr.com/ Stephen Melkisethian)

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta quinta-feira a resolução referente ao projecto do orçamento federal para o ano financeiro de 2016 (que começa em Outubro), solicitando cortes na despesa interna e aumento ao financiamento do Pentágono.

A primeira versão do documento foi aprovada em Março deste ano pelas duas câmaras do Congresso. No entanto, os congressistas decidiram discutir os pontos de maior divergência mais uma vez e o projecto da resolução foi encaminhado para uma segunda votação.

O primeiro projecto de resolução recebeu 219 votos a favor, enquanto o segundo recebeu 226 votos a favor e 197 contra.

A resolução solicita a redução gradual dos gastos até a cifra de US$5,5 triliões durante os próximos 9 anos, através do corte em programas sociais. Apesar disso, a proposta contempla o aumento dos gastos no sector de defesa em US$40 biliões (7%), até a cifra de US$531,3 biliões já a partir do ano que vem.

O objecto de discussão entre os republicanos e democratas foi a Lei de Atendimento de Saúde a Preço Acessível, também conhecida como ObamaCare. O corte nos gastos da primeira versão da proposta inviabilizava o programa. Com a nova versão do documento, entretanto, segundo o presidente do Comité de Orçamento da Câmara, o republicano Tom Price, “será possível acelerar o crescimento económico, criar vagas de trabalho” e garantir a defesa do país, “mantendo os importantes programas como medicare e a seguridade social”.  A maioria dos congressistas democratas, todavia, ainda se posiciona contra o projecto.

A votação no senado deverá acontecer na semana que vem. A resolução não tem força de lei e não necessita de assinatura do presidente, mas será considerada para a formação do orçamento.

Desde o início do ano, a bancada republicana do Congresso americano vem tentando aumentar as despesas do sector de defesa e defendendo o envio de recursos e armamentos para Ucrânia. (sputniknews.com)

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA