Cabinda: Cidade de Cabinda completa 59 anos

Cabinda - Vista parcial da cidade (Foto Pedro joão/Arquivo)
Cabinda - Vista parcial da cidade (Foto Pedro joão/Arquivo)
Cabinda – Vista parcial da cidade (Foto Pedro joão/Arquivo)

A Cabinda completa hoje, quinta-feira, 59 anos desde a sua ascensão à categoria de cidade, num ambiente de franco desenvolvimento com o surgimento de novas zonas residenciais, modernas urbanidades e centralidades, entre outras imponentes infra-estruturas económicos e sociais.

Foi a 28 de Maio de 1956 que por portaria da administração colonial portuguesa a então vila Amélia foi elevada à categoria de cidade, estando hoje a capital da província mais setentricional da Angola em todos os aspectos incomparável com aquilo que foi antes da independência.

A expansão da cidade deu origem a novas zonas habitadas, com destaque para os complexos residenciais de Luvassa, mais conhecido por bairro Uneca, de Cabassango, Buco Ngoio, Santa Catarina, Zôngolo, vila Olímpica e a urbanidade de Chibodo I com um total de dois mil apartamentos de tipo T3, T4 e T5, além do projecto em carteira da centralidade de Chibodo II que deverá contar com quatro mil mil residências.

Ao longo dos anos Cabinda foi ainda brindada com complexos habitacionais para funcionários de petrolíferas e de outras iniciativas privadas que contribuem para a beleza arquitectónica da cidade.

Tendo em conta o crescimento desordenado da cidade, devido às construções anárquicas impulsionadas fundamentalmente pela instabilidade político militar então reinante que resultou no êxodo das populações rurais para os centros urbanos à procura da segurança, o governo da província de Cabinda pôs em marcha o projecto de requalificação dos bairros para conferir mais dignidade aos citadinos.

O projecto, que está sendo implementado gradualmente em função das disponibilidades, inclui também a requalificação de ruas a fim de facilitar a circulação rodoviária no interior dos bairros, o que implica em alguns casos a transferência de famílias que vivem nas áreas abrangidas pelas obras e em zonas de risco.

Vários largos da cidade foram requalificados, com realce ao do aeroporto de Cabinda, do bairro 1º de Maio, da Missão Católica ou largo dos bispos, o largo da Paz defronte ao Centro Cultural Chiloango, do Ambiente, da Sé catedral, da sede do Governo provincial, da Independência, no rotunda do Cabassango, entre outros.

Foram igualmente requalificados locais e sítios de interesse histórico e cultural visando, por outro lado, perpetuar a memória colectiva e por outro, contribuir para a melhoria do figurino paisagístico da cidade e a impulsionar o turismo na região.

É neste âmbito que se enquadra a requalificação do marco histórico da assinatura do Tratado de Similambuco e o cemitério dos Nobres de Cabinda.

O aeroporto de Cabinda foi, por sua vez, requalificado convertendo-se num dos referenciados do país.

No domínio da hotelaria e comércio surgiram novas unidades comerciais de pequeno, médio e grandes superfícies, assim como de hotéis e similares.

Cresceram também significativamente os parques industrial e automóvel da cidade, o que implica a elaboração de projectos em carteira da via circular e da nova marginal de Cabinda, visando descongestionar o tráfego rodoviário.

Em substituição do velho porto, o Executivo angolano trabalha na construção do porto de águas profundas para pôr termo à dependência da província ao porto de Ponta Negra, República do Congo Brazzaville.

O programa das festas da cidade de Cabinda comporta actividades de índole cultural, político, desportivo, recreativo e patriótico, com destaque para palestra e debates radiofónicos, deposição de coroa de flores no túmulo do soldado desconhecido, no cemitério municipal, maratonas dançantes, gala de moda Cabinda, lançamento de fogo de pirotecnia e uma gala de homenagem ao agrupamento musical A.S.P, a ter lugar sexta-feira, no Centro Cultural Chiloango. (portalangop.co.ao)

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