Benguela: Notificados mais de 50 mil novos casos de malária no primeiro trimestre

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Benguela – Cinquenta mil e 654 novos casos de malária, menos um em relação ao mesmo período do ano passado, foram registados pelas autoridades sanitárias da província de Benguela no primeiro trimestre deste ano, afirmou o supervisor provincial do programa de combate a malária, Manuel Cassiano.

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Segundo o responsável que falava em entrevista à Angop, à margem do fórum provincial da malária que juntou parceiros  do sector da saúde, destes casos notificados resultaram em 79 óbitos.

Segundo o especialista, as causas que estiveram na base desta celeuma, devem-se ao défice saneamento básico, amontoado de lixos deixados pelas últimas enxurradas e também pela falta de mosquiteiros.

“Nós estamos já sem mosquiteiros impregnados com insecticidas há dois anos, não temos nada em stock”, declarou o responsável, acrescentado que o fórum serviu para auscultar os parceiros sobre as causas do contágio, assim como buscar soluções para dirimir a situação.

Sem avançar números, Manuel Cassiano, explicou que os municípios do litoral lideram a lista de casos, tendo anotado a necessidade de se realizar campanhas de limpeza comunitárias.

“Aqui no litoral, vamos continuar com o processo de fumigação e no interior desinfestação das águas paradas através do método cubano anti-larval, assim como continuar a distribuir mosquiteiros as mães gestantes até vermos aumentado o número de mosquiteiros na província”, realçou.

Referiu que, com a cooperação cubana, o sector está a tratar da eliminação de charcos para diminuir a multiplicação do vector e os parceiros estão engajados na sensibilização da população para o melhoramento do saneamento básico.

Para tal, Manuel Cassiano apontou tanto as organizações não governamentais, parceiras do estado e outras que deverão desdobrar-se em campanhas de sensibilização da eliminação de lixeiras, cultivando deste modo, a higiene nas comunidades, assim como melhorar os mecanismos do IEC (Informação e Educação Comunitária) através dos órgãos de comunicação social.

Participaram do certame, directores municipais e hospitalares, chefes de programas de saúde pública e controlo de endemias, dos programas de malária ao nível dos municípios, associações da protecção ao meio ambiente e parceiros no combate a malária.

A malária, doença provocada pela picada do mosquito e que se manifesta através de sintomas como febre e dores de cabeça, continua a ser a principal causa de morte e de internamentos nas unidades hospitalares de Angola. (portalangop.co.ao)

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