Autoridades do Kwanza Sul encerram igrejas e seitas ilegais

Sumbe, Kwanza Sul (VOA)
Sumbe, Kwanza Sul (VOA)
Sumbe, Kwanza Sul (VOA)

As autoridades angolanas decidiram meter mãos nas igrejas e seitas ilegais em Kwanza Sul, e anunciaram que, a partir de hoje, serão encerradas as que não estiverem legalizadas.

A delegada provincial da Justiça Tatiana Ribeiro diz, no entanto, que tudo será feito com sentido pedagógico.

«O governo não está cumprir com o seu papel coercivo,  mas sim pedagógico e apelamos ao  bom senso das igrejas”, afirmou Ribeiro que revelou ter recebido vários líderes religiosos que “agora andam atrás do prejuízo na tentativa de se legalizarem”.

Num debate realizado na rádio local, o  representante do Conselho das Igrejas Cristãs de Angola na província Miguel de Oliveira Muxica considerou que a igreja deve ser submissa ao Estado mas apelou à celeridade no reconhecimento das mesmas.

«A medida é bem-vinda já que a igreja deve ser submissa às ordens do Governo, mas no passado não houve um acompanhamento. As igrejas construíram templos com anuência ou autorização do Governo que, se tivesse tomado medidas, essa situação não existiria”, explicou Muxica.

Por seu lado, o sociólogo Quintas Majano defendeu uma maior fiscalização do Governo para combater o fenómeno de proliferação de seitas religiosas que, no seu entender,  é alimentado pela fraqueza social e económica da população: “As igrejas, por via de regra, são instituições que surgem como uma espécie de anestesia social, uma espécie de tranquilizante porque têm o papel fundamental de apaziguar as dificuldades que as pessoas vivem na própria sociedade”, disse

O superintendente Mário Lino de Sousa, do comando provincial da Polícia do Kwanza-Sul, disse acreditar que não será necessária a intervenção coerciva da polícia para fazer cumprir a lei, mas que, em caso de força maior, a corporação irá agir.

Recorde-se que o Governo de Kwanza Sul impôs o dia de hoje como data limite para mais de 100 igrejas e seitas entregarem a documentação para a sua legalização.

A Voz da América sabe que muitas igrejas e seitas não vão a tempo de conseguirem as 100 mil assinaturas necessárias para formalizarem o pedido de legalização. (voa.com)

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