Automobilistas na Huíla reagem sem surpresa novo ajuste nos combustíveis

(Foto: Morais Silva)
(Foto: Morais Silva)
(Foto: Morais Silva)

O anúncio de um novo ajuste aos preços dos derivados do petróleo gerou, na cidade do Lubango, uma corrida desenfreada às bombas de combustíveis, com realce para viaturas que fazem o serviço de táxi colectivo, na tentativa de encherem os tanques ainda com os preços antigos.

Uma ronda feita nesta quinta-feira à noite, pela Angop, no Lubango, permitiu apurar que a maior parte das concessionárias não tinha combustível e as que tinham estavam apinhadas de viaturas, o que se verifica até hoje.

Alberto Neto, automobilista, afirmou que esta medida é um “mal necessário”, pois o país vive apenas do petróleo e a situação internacional faz com que as autoridades pensem noutras formas de angariar receitas.

“Aceitamos, obviamente, mas é importante que se pense agora num reajuste dos ordenados, para que se possa manter o poder de compra dos cidadãos”, disse.

Joana Machado, estudante de economia, disse esperar que haja medidas de contenção à inflação, já que maior parte dos produtores depende destes produtos para sustentar as fábricas.

Para ela, é necessários que não haja uma subida em cadeia dos preços dos principais produtos, mas para tal é vital que o governo previna com medidas excepcionais.

Por sua vez, o economista, Carlos Ngando, disse que não se surpreendeu pela medida do Executivo, até porque após o ajuste anterior, ocorrido em Dezembro de 2014, já se sabia que a curto oprazo far-se-ia um outro.

Para ele, é importante que as autoridades esclareçam os cidadãos de que estas acções são necessárias, porque não se trata de uma mera subida dos preços, mas sim está a se reduzir os subsídios que Estado dispunha para com estes produtos.

Considerou que a redução dos subsídios nos combustíveis vai ajudar as autoridades a acumularem mais verbas para outros sectores, já que o país vive um momento especial derivado à queda brusca do preço do petróleo no mercado internacional.

A Sociedade Nacional de Combustível de Angola (Sonangol) fixou em 115 Kwanzas o preço do litro da gasolina, contra os 90 anteriormente cobrados. Quanto aos outros derivados do petróleo, o preço do quilograma do gás doméstico passa de 45 para 55 Kwanzas, o que representa um aumento de 22 por cento, com o Estado a continuar a subvencionar 67,15 por cento do custo.

O litro do petróleo iluminante regista um aumento de 29 por cento (passa de 35 para 45 kwanzas), sendo que o Estado continua a subvencionar 44,41 por cento do preço. (portalangop.co.ao)

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