Atrair negócios

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As infra-estruturas urbanas constituem o conjunto de elementos que possibilitam a produção de bens e serviços de uma sociedade. Dada a sua importância, o Executivo angolano tem estado a desenvolver vários projectos ambiciosos ao nível da reabilitação de diferentes infra-estruturas, o que por um lado, tem contribuído para o relançamento do sector produtivo, e por outro, tem incentivado os investidores estrangeiros a apostarem cada vez mais no mercado imobiliário.

Na busca de soluções para o desenvolvimento harmonioso das cidades, o Ministério do Urbanismo e Habitação (MINUHA) e a empresa internacional IC Events, promoveram nos dias 29 e 30, em Luanda, o II fórum sobre “Investimentos em infra- -estruturas urbanas em África”, cujo pano de fundo, foi o de atrair investimentos e negócios para o sector imobiliário nacional. O fórum contou com a participação de empresas e estudiosos que deram o seu contributo rumo à modernização das cidades em África.

Neste evento, o Minuha apresentou os resultados já alcançados no programa nacional de urbanismo e habitação, que desde 2008 tem estado a diminuir o défice no sector, com o surgimento de várias cidades, onde o destaque recai para a construção das centralidades do Kilamba, Cacuaco e Kapari (Luanda) bem como as que estão a ser erguidas um pouco por todo o país.

No projecto do Executivo angolano destaca-se também os sub-programas de construção dos 200 fogos por município, além da auto-construção dirigida, que tem registado avanços consideráveis.

Neste último, um dos seus objectivos é o de promover a requalificação, reabilitação e valorização dos centros urbanos e rurais, o que vai possibilitar a fixação ordenada das populações, bem como a dinamização e interacção dos espaços.

A Lei de Ordenamento do Território e do Urbanismo configura-se como um instrumento de gestão territorial de âmbito nacional, e tem sido a ponte entre as políticas de ordenamento do território, de desenvolvimento regional e das diversas políticas sectoriais. Angola tem desenvolvido um maior rigor na elaboração dos planos directores municipais (PDM) e planos de urbanização (PU).

Ao discursar na abertura do II fórum, o Vice-Presidente da República de Angola, Manuel Domingos Vicente, disse que os recursos públicos são insuficientes para dar resposta cabal aos desafios que hoje se apresentam não apenas em Angola, como em todo o continente africano, razão pela qual a criação de um clima de negócios seguro e eficiente com o sector privado se torna também indispensável e prioritário.

O governante angolano revelou que a reflexão em torno das transformações urbanas é um processo inevitável, que está a mudar o mundo com grandes desafios de crescimento demográfico, e com taxas sem precedentes em muitas nações.

Durante o evento realizou-se a gala de outorga da primeira edição do “Prémio José Eduardo dos Santos”, nas categorias de “Grandes Cidades“, “Médias” e “Pequenas. (jornaldeeconomia.ao)

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