Angola pode assumir liderança na produção do café – SG da OIAC

Manuel Augusto, Secretário de Estado das Relações Exteriores (à dir.), recebe, Frederick Kawuma, Secretário-Geral da OIAC (Foto: Pedro Parente)
Manuel Augusto, Secretário de Estado das Relações Exteriores (à dir.), recebe, Frederick Kawuma, Secretário-Geral da OIAC (Foto: Pedro Parente)
Manuel Augusto, Secretário de Estado das Relações Exteriores (à dir.), recebe, Frederick Kawuma, Secretário-Geral da OIAC (Foto: Pedro Parente)

Angola pode voltar a assumir o estatuto de líder chave na produção do café, no continente africano, considerou hoje, sexta-feira, o secretário- geral da Organização Inter-africana do Café (OIAC), Frederick Kawuma.

O responsável da OIAC fez esta consideração em declarações à imprensa, à saída de uma audiência que manteve com o secretário de Estado das Relações Exteriores, Manuel Augusto, com quem abordou questões relativas à cooperação no sector do café em África.

De acordo com Frederick Kawuma, o sector do café em Angola está relançado e estão a ser criadas as condições com vista a assumir, outra vez, o estatuto que ostentou anteriormente, em que foi o maior produtor desse produto a nível do continente.

Na óptica do interlocutor, é possível Angola voltar a ter o estatuto de líder neste sector, criando emprego nas áreas rurais e um ambiente que visa apoiar as mulheres e a juventude, contribuindo para a diversificação da economia angolana.

Neste contexto informou que a OIAC está a encetar contactos com o Banco Africano de Desenvolvimento no sentido de apoiar os pequenos camponeses, visando relançar a produção do café no continente.

Para Frederick Kawuma, o principal objectivo da organização que representa é que se possa fazer esta acção em cada país membro, possibilitando aumentar a produção e a concorrência.

O continente africano tem um grande potencial de produção de café e a sua produção está a crescer todos os anos e quando o mundo pergunta donde vem este produto se possa responder que é de África, frisou.

Referiu que o grande problema que se tem em África está relacionado com a baixa produção, facto que obriga aos estados membros a abordar com seriedade esta questão.

“Se o camponês em África conseguir produzir café numa pequena área, ai o produtor deste continente terá a capacidade de concorrência, seguindo o exemplo da Arábia Saudita no sector petrolífero, o qual diz que não vai parar de produzir petróleo porque há concorrência, e também pode-se ter esta ambição em relação do café”, sublinhou.

Informou no entanto que algumas questões serão resolvidas através da cooperação no âmbito da União Africana.

A deslocação estada de dois dias em Luanda do secretário-geral da Organização Inter-Africana do Café visa, entre outros aspectos, analisar questões relativas à 55ª Assembleia-Geral da OIAC, a ter lugar em Novembro na capital angolana.

Angola assumiu a presidência da Organização Inter-Africana do Café (OIAC) em Novembro de 2014, em Kampala (Uganda), na 54ª Assembleia Geral Anual desse fórum que congrega os países produtores de café do continente. (portalangop.co.ao)

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