Angola Investe já garantiu 72 mil milhões

(Foto: D.R.)
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O Angola Investe, um dos programas dirigidos para a diversificação da economia, aprovou até ao final de Março mais de 380 projectos de investimento, que aportam um montante próximo dos 72 mil milhões de kwanzas (cerca de 720 milhões de dólares norte-americanos), segundo um relatório apresentado no debate sobre a diversificação da economia, apresentado dia 23 de Abril na Assembleia Nacional.

Os sectores da agricultura, pecuária, pescas, indústria extractiva e transformadora – considerados fulcrais no processo de diversificação – abarcaram mais de 80% do valor financiado, diz o relatório. Desse investimento resultou a criação de mais de 54 mil postos de trabalho, espalhados pelas diversas províncias do país.

O Angola Investe, sublinha-se, é um dos principais programas do Governo no quadro da diversificação da economia. Visa a criação de condições favoráveis ao fomento empresarial, essencialmente de Micro Pequenas e Médias Empresas (MPME) que operam ou apoiam o sector produtivo em Angola. Com o referido programa o Estado pretende reduzir as dificuldades de acesso ao financiamento, qualificação dos recursos humanos, diminuir a burocracia na constituição e durante a actividade de uma empresa, incentivar a produção nacional e consequentemente baixar as assimetrias sociais, conforme descreve o relatório.

Até ao mês passado, diz o relatório, o Instituto de Apoio às Micro, Pequenas e Médias Empresas (INAPEM), que desempenha um papel importante no programa Angola Investe, certificou mais de dez mil empresas. Com o documento emitido as empresas certificadas podem solicitar, junto dos 17 bancos aderentes ao programa, créditos com juros bonificados e garantias públicas.

“O Angola Investe tem funcionado como um mecanismo fundamental de financiamento ao sector produtivo, tendo uma contribuição de mais de 10% do crédito total concedido pela banca nacional ao sector produtivo”, aponta o documento apresentado no Parlamento.

A economia angolana, de acordo com o relatório, criou mais de um milhão de empregos nos últimos cinco anos. No entanto, não são avançados dados sobre a actualização desses postos de trabalho, tendo em conta a elevada taxa de mortalidade de empresas em Angola. Até 2013, segundo dados recolhidos, das 100 empresas criadas apenas três continuavam a funcionar um ano depois. (sol.co.ao)

Por: [email protected]

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