Afrobasket: Bases são maior preocupação da selecção nacional – Especialista

Selecção Angolana Masculina de Baquetebol (Foto: Antonio Escrivao)
 Selecção Angolana Masculina de Baquetebol (Foto: Antonio Escrivao)

Selecção Angolana Masculina de Baquetebol (Foto: Antonio Escrivao)

A posição de base é a maior preocupação na equipa nacional, que vai defender o título continental no Afrobasket2015, que se disputa na Tunísia em Agosto próximo e que apura para os Jogos Olímpicos “Rio2016″.

Esta é a visão do analista de basquetebol Eduardo Baptista Moscavide, que manifestou em entrevista à Angop apreensão quanto à escassa oferta nesta posição.

“A maior preocupação do momento é a posição ‘1’ (base). O Armando não está a fazer uma boa época e não temos o Milton”, disse o analista. No entanto, na sua opinião, as outras posições têm uma oferta aceitável, o que levará o seleccionador a ter “uma boa dor de cabeça”.

Baptista Moscavide apontou pelo menos sete jogadores para as posições 4-5 e outra relação de nomes para 2-3, mas acredita que a selecção será à base do núcleo “duro” que esteve no Mundial Espanha2014, mais Carlos Morais, Leonel Paulo e Felizardo Ambrósio.

“Na posição ‘1’, estou bastante preocupado, pois o Armando está a jogar mal, o Milton não está e o Gildo já devia ter evoluído mais”, afirmou antes de discordar que se adopte na selecção a opção do Recreativo do Libolo, em que o treinador colmatava muitas vezes a vaga de Milton Barros com a adaptação de Olímpio Cipriano a base.

“O Olímpio pode jogar a base, mas não é base. Vamos ver o que o treinador vai fazer. Ele é um homem com muita experiência, tem dois meses para trabalhar e já treinou muitas selecções”, sublinhou.

Interrogado sobre quem poderia ser o eventual terceiro base, depois de Armando e Gildo, o antigo treinador do FC Luanda reconheceu a complexidade da situação.

“Vai ser difícil; penso que poderá ser o Bráulio Morais ou Francisco de Sousa. Eu estava à espera que o Edmir Lucas por esta altura pudesse ser um base, mas ele não é base”.

Baptista Moscavide aproveitou para definir, de acordo ocm a sua experiência, o que é um base. “O base é a correia de transmissão” do treinador, e como tal, tem de mandar na equipa dentro do campo. E uma das coisas que ele tem de ter é o reconhecimento dos colegas de que ele é que manda. Isso exige ter uma capacidade psicológica e força mental muito forte”.

Quanto à constiutição do plantel no geral, cuja missão é a defesa do titulo, referiu que Angola poderá ter a melhor selecção de sempre, “pelo menos em termos de altura e peso”. já no plano competitivo, Eduardo Baptista mostrou-se também tranquilo socorrendo-se do histórico.

“Angola é uma selecção que se prepara com dois meses de antecedência. Talvez seja juntamente com a Tunísia aquela que tem a maioria dos seus jogadores dentro do próprio campeonato, que é muito equilibrado”. Enfatizou que a fase final do Bic Basket pode levar as equipas a disputarem em 28 dias 12 jogos.

Vaticinou que os jogadores do núcleo duro que esteve no campeonato do mundo vai continuar e a nível dos pré-seleccionados entrará o Leonel Paulo, Carlos Morais e o Felizardo Ambrósio e mais alguns “jovens que despontem”.

“Vamos com certeza ter alguns jovens, mas que já têm aparecido na selecção nacional. No ano passado na preparação foram formadas quatro selecções, com 37 jogadores em movimento para depois apurar os últimos 12 que foram ao mundial”, recordou.

“Eu gostava de ter a dor de cabeça que o treinador vai ter. Antigamente chegamos a uma altura que tínhamos Jean Jacques, Ângelo e Kikas e mais nada. Hoje não. Temos 7-8 jogadores para a mesma posição. Há três ou quatro que já estão confirmados mas outros que terão muita dificuldade em lá chegar”.

Entre os seus eleitos, o comentarista desportivo colocou “sem dúvidas” Mingas, Valdelício e Yannick. A estes acrescentou Felizardo Miller, Kikas Gomes, Reggie Moore e Jones Pedro.

Pela sua experiência, referiu que o treinador deverá levar cinco jogadores para as posições mais perto da tabela, por isso, dois dos citados deverão ficar de fora. Questionado sobre quem seriam os potenciais excluídos, explicou que na ponta final é que se vai definir quem ficará de fora. “Pode haver quebra de forma ou problemas psicológicos dentro do grupo (…)” (portalangop.co.ao)

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