Adesão à zona da SADC é concretizada em 2017

Ministra do Comércio Rosa Pacavira integrou a comitiva angolana que em Harare (Zimbabwe) mostrou a visão angolana (Foto: JEF)
Ministra do Comércio Rosa Pacavira integrou a comitiva angolana que em Harare (Zimbabwe) mostrou a visão angolana (Foto: JEF)
Ministra do Comércio Rosa Pacavira integrou a comitiva angolana que em Harare (Zimbabwe) mostrou a visão angolana
(Foto: JEF)

Harare acolheu a Cimeira Extraordinária da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral onde se discutiu a estratégia do roteiro da industrialização para acelerar os níveis económicos.

A ministra do Comércio, Rosa Pacavira, afirmou ter­ça-feira, em Harare (Zim­babwe), que Angola está a preparar todas as condições para aderir, em 2017, à zona de comércio livre da Comunidade de Desenvolvi­mento da África Austral.

A governante fez este pro­nunciamento à imprensa ango­lana no âmbito da Cimeira Extraordinária da SADC, que teve lugar quarta-feira, sob o lema “Uma estratégia regional para os caminhos da industrialização”.

Rosa Pacavira explicou que Angola encontra-se ainda na fase de roteiro da ade­são a essa zona por diversos factores relacionados com as quotas tarifárias e de alguns ajustes pertinentes para o êxito dessa acção.

A primeira fase da zona de comércio livre não está conclu­ída, a qual previa acordos em termos de bens e mercadorias, contudo alguns países estão com relativo atraso facto que implica a sua conclusão em pri­meira instância.

De acordo com Rosa Paca­vira, o Conselho de Ministros realizado segunda-feira deci­diu que, em primeira instân­cia, deve-se dar por concluída a primeira fase com assina­tura de acordos de livre cir­culação de bens e serviços, enquanto que para a segunda vão aqueles países que já estão confortáveis para poder pros­seguir como é o caso da África do Sul e o Botswana,

Estes dois últimos países já têm a área de livre circulação de bens e serviços já bastante avançada, política de proprie­dade intelectual, bem como a defesa do consumidor no comér­cio transfronteiriço.

Angola está a trabalhar ainda na primeira fase do acordo de comércio tripartido, assim como no concernente ao certificado de origem e nas ofertas tarifárias.

A governante angolana informou que se está a pre­parar a cimeira tripartida Comesa, CEAC e SADC, sendo o lançamento da zona de comér­cio livre continental outro aspecto que os Chefes de Estado irão assinar em Junho, por ser uma zona importante para a integração regional.

Neste contexto, na segunda quinzena de Maio, os minis­tros de Comércio se reunirão em Addis Abeba, Etiópia, para analisar as questões fundamen­tais relacionadas com o lan­çamento da zona de comércio livre continental, assim como os princípios orientadores para que a região da SADC esteja realmente integrada.

Estratégia regional

A estratégia do roteiro da industrialização da Comu­nidade de Desenvolvimento da África Austral visa ace­lerar os níveis económicos a nível regional, com base no sucesso de parcerias entre o Governo e o sector privado intervenientes no processo de desenvolvimento.

Esta afirmação é da secretá­ria executiva da SADC, Stergo­mena Tax, proferida na sessão de abertura da cimeira extra­ordinária da organização, que decorre em Harare, Zim­babwe. De acordo com a res­ponsável, este pressuposto permite uma maior integração, desenvolvimento sustentável e melhoria das condições das populações na região.

“A industrialização é a essência do desenvolvimento e as políticas e planos devem ser alinhados com as priori­dades da SADC na sua execu­ção”, realçou.

Stergomena Tax, que intervi­nha no evento em que a delega­ção angolana foi chefiada pelo ministro das Relações Exterio­res, Georges Chikoti, frisou que a estratégia assenta em três pilares, nomeadamente a indus­trialização como vantagem e a competitividade como processo activo e cooperativo para um nível competitivo , integração regional enquanto contexto do movimento industrial com vista à prosperidade económica.

Esta estratégia tem como objectivo a aplicação de políti­cas a médio e longo prazo para que todos os membros da SADC possam beneficiar dos frutos de serem membros desta orga­nização regional, por forma a atingir a meta preconizada para a transformação econó­mica a longo prazo, apoiada pelos esforços concertados em função da agenda 2063.

“As nossas metas na região são bastante claras e visam atingir o preconizado na estra­tégia, nomeadamente emprego e bem-estar social”, sublinhou.

Referiu que os processos vão ser complexos, tomando em consideração a diversidade económica dos Estados mem­bro, contudo manifestou-se esperançada no empenho e determinação da SADC para atingir esta meta.

“Com uma determinação a SADC assumirá estes desa­fios económicos e atingirá as metas estabelecidas que pare­cem muito ambiciosas”, realçou a alta funcionária da organiza­ção regional.

Reconheceu a importância do sector privado na implemen­tação deste processo, advogando a necessidade de se reforçar a parceria, visto ser o princi­pal interveniente dos passos subsequentes na formação de estratégias para um desenvol­vimento.

Participam na cimeira dos Chefes de Estado de dez países, com destaque para os Presidentes do Zimbabwe, África do Sul, Moçambique, Namíbia e Reino do Lesotho. (jornaldeeconomia.ao)

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