“Velho” pavilhão da Cidadela alberga pré-olímpico pela segunda vez

Pormenor interior do Pavilhão da Cidadela (Foto: António Escrivão)
Pormenor interior do Pavilhão da Cidadela (Foto: António Escrivão)
Pormenor interior do Pavilhão da Cidadela (Foto: António Escrivão)

Pela segunda vez, a primeira foi em 2003 para os Jogos Olímpicos de Atenas2004 (Grécia), Angola alberga a partir de quinta-feira o torneio pré-olímpico de andebol, que qualifica o único representante africano à maior competição multidisciplinar do mundo, tendo como palco o pavilhão principal da Cidadela Desportiva, em Luanda.

A arena é tida como “talismã” da selecção sénior feminina da modalidade, por força dos resultados, destacando-se a conquista do nono título africano em 2008, com vitória na final sobre a Côte d’Ivoire (39-27), e mais recentemente o “Torneio Internacional Angola 40 anos”, em Março, com triunfo diante da campeã do mundo, Brasil (22-14).

No pré-olímpico de 2003, o combinado nacional voltou a vencer na final a Côte d’Ivoire, num torneio marcado pelas desistências da Argélia e Tunísia, garantindo participação nos Jogos Olímpicos de Atenas.

Com capacidade para 6.873 espectadores (antes da remodelação tinha 12 mil lugares), o “velho” pavilhão da Cidadela “bateu” na concorrência o majestoso pavilhão Multiusos de Luanda (11 mil e 740) e de 19 a 21 deste mês será o palco das atenções a nível do continente, e não só, no que ao andebol diz respeito.

A facilidade de acesso e a tradição de afluência por parte do público foram os argumentos tidos em conta para a tomada de posição do elenco da Federação Angolana de Andebol, liderado por Pedro Godinho.

Desde que foi erguido em 1974, um ano antes da proclamação da Independência Nacional, em 1975, para albergar o campeonato do mundo de hóquei em patins, o espaço tem sido palco de grandes competições, embora o país tenha construído recintos mais modernos e imponentes em Benguela, Namibe e Huíla, por ocasião de campeonatos africanos de andebol e basquetebol.

Construído à base de uma arquitectura que já não é comum actualmente, o imóvel resiste no tempo e desafia o modernismo dos semelhantes no universo nacional.

Sofreu várias obras de reabilitação e até já se aventou a hipótese de demolição, juntamente com o estádio de futebol, devido a antiguidade e inundações em tempo de chuva, esta última situação já ultrapassada com as obras de drenagem das águas fluviais na rua Senado da Câmara.

Mais recentemente, por ocasião da realização no país, finalmente, do campeonato do mundo de hóquei em patins, em Setembro de 2013, o recinto conheceu outra acção de melhorias, mas acabou servindo apenas para treinos, na competição inédita em África.

Construído há 41 anos, o tecto do pavilhão principal já foi trocado, tal como o sistema eléctrico, placar electrónico. Foram igualmente feitas intervenções no piso, balneários, tabelas, assentos personalizados e pintura geral.

O vermelho, o amarelo e o azul são as cores predominantes no interior do palco do pré-olímpico de andebol, onde a partir de quinta-feira as hendeca-campeãs africanas tentarão manter a tradição de vencer grandes desafios, desta feita, rumo aos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro (Brasil) em 2016. (portalangop.co.ao)

por Marcelino Camões

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