Sobrecargas rodoviárias contribuem na degradação das estradas – diz ministro

Ministro da Construção, Waldemar Pires Alexandre (Foto: Alberto Julião)
Ministro da Construção, Waldemar Pires Alexandre (Foto: Alberto Julião)
Ministro da Construção, Waldemar Pires Alexandre (Foto: Alberto Julião)

O ministro da Construção, Waldemar Pires Alexandre, afirmou domingo, no Cuito, Província do Bié, que as constantes sobrecargas rodoviárias transitadas no país constitui um dos factores fundamentais que contribuem na degradação das estradas, por negligência dos automobilistas.

Waldemar Pires Alexandre fez esta afirmação à imprensa, quando fazia o balanço da sua visita de constatação e auscultação do estado das vias rodoviárias nas províncias do Cuanza Sul, Benguela, Huambo, Bié e Cuanza Norte, decorrido nos dias 12 e 16 deste mês.

Considerou a falta de controlo sustentado do tempo de vida útil das estradas, pelo programa de conservação, e a ausência de balanças nos principais troços, como outros factores da degradação das vias.

Fez saber que o programa de conservação prevê a instalação de balanças em pontos chaves para que as sobrecargas não interfiram no processo de degradação das estradas.

Lembrou que o programa de reabilitação de estradas em Angola começou em 2005, quando foi preconizado e projectado o tempo de vida útil das estradas em seis a oito anos.

Por outro lado, considerou positivo o balanço da visita efectuada as estradas da rede fundamental do triângulo centro sul, elos das províncias do Cuanza Sul, Benguela, Huambo, Bié e Cuanza Norte, por constatar o avanço das obras e identificar as principais dificuldades que os troços apresentam, garantindo uma intervenção urgente para estancar tais anomalias.

Na sua óptica, o resultado obtido durante o percurso encoraja o sector a prosseguir a sua missão, bem como serviu para obter muitos subsídios e apresentar uma estratégia profunda ao Executivo, no sentido de se inverter num curto espaço de tempo a actual situação da degradação de algumas vias críticas e preocupantes.

“A degradação das vias rodoviárias não se trata de um caso extremo, porque a circulação de pessoas e bens flui com alguma normalidade, mas temos a necessidade de pontualmente fazer algumas restaurações, no âmbito do Programa de Conservação e Manutenção de Estradas”, reforçou.

Segundo o ministro, as possíveis soluções a dar nos troços transitados durante a visita, reside na urgência de implementação do programa de conservação de estradas em que o sector está a trabalhar para que brevemente possa apresentar um novo modelo de conservação e manutenção de estradas da rede fundamental que vai ser uma mais-valia principalmente na preservação dos investimentos feitos pelo Estado.

“Para manter os investimentos e o património de cerca de 12 mil quilómetros de estradas recuperadas pelo Estado, enquadrado no programa de recuperação das vias rodoviárias, têm uma inter-relação com a actividade de manutenção e conservação de estradas da rede fundamental”, realçou.

Segundo afirmou, a actividade de manutenção e conservação de estradas da rede fundamental é exclusivamente da responsabilidade do Instituto de Estradas de Angola (INEA), feita com recursos do Fundo Rodoviário, prestando assistência técnica aos governos provinciais, no sentido de manter funcional as vias secundárias e terciárias, que são de capital importância na extensão da administração do Estado nos diferentes locais mais recônditos do país.

Disse que a malha rodoviária existente no país, recuperada no âmbito do programa de Reconstrução Nacional, actualmente não se adequa, em termo dos padrões técnicos, com as características dos veículos que nela circulam, por ser projectos elaborados em circunstâncias diferentes nos anos de 1940 e 1950, respectivamente.

Adiantou que os principais desafios do sector da construção consistem na necessidade de trabalhar na adequação do Plano Rodoviário Nacional, um documento normativo usado para a gestão rodoviária, assim como na adopção das especificações técnicas da região da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), para posteriormente modernizar e uniformizar as vias de acordo com os padrões internacionalmente aceites.

Assegurou que para dar sequência a esses desafios, de forma sustentada, há necessidades do Estado recorrer ao sector privado para intervir nas necessidades que as vias carecem, porque o Governo ainda não reúne condições de recursos avultados para responder todas preocupações da gestão rodoviária.

Durante quatro dias de trabalho de campo, Waldemar Pires Alexandre e sua delegação constataram o estado dos troços que ligam as localidades de Caimbambo (Benguela)– Caála (Huambo), Cuito – Cunhinga – Angulo (Bié), Uaco Cungo (Cuanza Sul) – Alto Dondo (Cuanza Norte), Zenza do Itombe – Maria Teresa, entre outros. (portalangop.co.ao)

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