Sobe para quatro o número de detidos pelo assassinato de Boris Nemtsov

(© Sputnik/ Vitaliy Belousov)
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Outras duas pessoas foram presas por suspeita de envolvimento no assassinato do político russo Boris Nemtsov, disse à RIA Novosti, neste sábado (7), um porta-voz do Conselho de Segurança da República Russa da Inguchétia.

Mais cedo, o director do Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB), Alexander Bortnikov, anunciou que os dois primeiros suspeitos, Zaur Dadayev e Anzor Gubashev, haviam sido presos pelo assassinato de Nemtsov. Eles são da região do Cáucaso do Sul da Rússia.

Os detidos por suspeita de assassinato do político Boris Nemtsov estão envolvidos na organização e execução do crime, divulgou o Comité de Investigação da Federação da Rússia: “De acordo com os investigadores, os detidos estiveram envolvidos na organização e execução do assassinato”.

O político russo de oposição Boris Nemtsov foi assassinado a tiros no centro de Moscovo em 27 de Fevereiro, durante o passeio com Anna Duritskaya. Segundo o jornal russo Kommersant, ela não é única testemunha ocular do assassinato. Supostamente perto da cena do crime por coincidência se encontraram também agentes policiais, que descreveram os assassinos mais nitidamente do que Duritskaya.

A reacção ao assassinato do político de oposição Boris Nemtsov foi imediata. O presidente da Federação da Rússia Vladimir Putin, que foi informado rapidamente sobre o assassinato de Nemtsov, prestou condolências à família e amigos do político. O chefe de Estado russo delegou às autoridades de segurança do país a criação de um grupo investigativo misto, com participação do ministério do Interior e Serviço Federal de Segurança da Federação da Rússia (FSB na sigla em russo), a tarefa coordenar os trabalhos.

Boris Nemtsov tinha 55 anos. Ele foi vice-primeiro ministro do governo russo na época do Presidente Boris Yeltsin. Na ocasião, o político foi considerado um possível candidato à presidência. Em Dezembro de 2007, o seu partido Soyuz Pravykh Sil (União das Forças de Direita) propôs Boris Nemtsov como o candidato para o cargo de Presidente da Rússia nas eleições de Março de 2008. Em Dezembro de 2007, o rating da sua candidatura à presidência foi inferior a 1%. Em 26 de Dezembro, antes do início da campanha eleitoral, Nemtsov retirou a sua candidatura a favor de Mikhail Kasianov.

Desde o início da presidência de Vladimir Putin, Nemtsov se posicionou como um crítico activo da sua administração. Desde então, ele ocupou diversos cargos públicos e foi eleito sucessivas vezes para o parlamento. Desde 2012, ele é co-preside o Partido Republicano da Rússia — Partido da Liberdade Popular (RPR-PARNAS). Desde 2013, foi deputado da Duma da Oblast de Iaroslavl, cidade satélite de Moscovo.

A imprensa internacional também reagiu com velocidade à morte de Boris Nemtsov. As notícias, em sua maioria, davam ênfase às actividades oposicionistas do político e informavam sobre a marcha da oposição convocada por este para 1 de Março.

O secretário de imprensa do Kremlin, Dmitri Peskov, se manifestou a esse respeito à radio Kommersant. “Com todo o meu respeito à memória de Boris Nemtsov, no plano político ele não representava nenhuma ameaça para o governo actual da Rússia e para Vladimir Putin pessoalmente”.

O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, condenou o assassinato e exigiu a investigação rápida, imparcial e transparente sobre as circunstâncias do crime. A chancelaria do Reino Unido também teve postura semelhante à norte-americana diante do crime e disse que irá acompanhar a investigação. (sputniknews.com)

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