Secretário-geral realça reorganização do Ministério das Relações Exteriores

Secretário-geral do Mirex, Eduardo Beny, destaca reorganização do Ministério (Foto: Lino Guimaraes)
Secretário-geral do Mirex, Eduardo Beny, destaca reorganização do Ministério  (Foto: Lino Guimaraes)
Secretário-geral do Mirex, Eduardo Beny, destaca reorganização do Ministério (Foto: Lino Guimaraes)

O processo de reorganização do Ministério angolano das Relações Exteriores (Mirex) afigura-se importante, na óptica do seu secretário-geral, Eduardo Beny, tendo em conta “a nova conjuntura internacional e os índices de crescimento verificados pelo país”.

Em entrevista à Angop, a propósito das estratégias do Mirex para atingir-se as metas do Plano Nacional de Desenvolvimento (PND) 2013-2017, Eduardo Beny afirmou que não se pode falar de acção política, ao nível do (Mirex), sem que haja uma componente administrativa forte.

O PND tem como um dos seus preceitos a “Política de reforço do posicionamento de Angola no contexto regional e internacional”, e, nesse sentido, o responsável defende a necessidade de possuir-se recursos humanos organizados, em constante actualização e “uma gestão financeira em dia”.

Perante as políticas restará saber quem as vai executar e se existem condições para tal, interrogou-se, argumentando que muitas vezes, pode chegar-se à conclusão que – “depois de olhar-se para um lado e outro” – existem poucos quadros”, dai a estratégia da instituição consistir, também, na formação de pessoal.

Apresentou como exemplo o facto de não se poder ser membro não permanente do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) sem um gabinete onde haja pessoas que tenham de pensar por isso.

Nesta conformidade deu a conhecer que foram criados dois grupos, um em Luanda, na sede da ministério, e outro em Nova Iorque (EUA), que têm que ser apoiados por uma máquina administrativa funcional.

Interrogado se a revisão, em baixa, do OGE poderia afectar os objectivos da instituição, no que toca ao Plano Nacional de Desenvolvimento 2013-2017, Eduardo Beny disse que o que preocupa, de uma forma global, é que o país ultrapasse este (novo) momento (económico).

Para nós, acrescentou, “atendendo a especificidade do nosso país, grosso modo, a principal rubrica de bens e serviços é onde cabem as saídas para o exterior, particularmente agora que estamos com responsabilidade no CS da ONU e ao nível da região dos Grandes Lagos”.

Nestes encontros, disse, temos de nos fazer sempre presentes porque são dois exercícios extremamente importantes para a diplomacia angolana, particularmente neste ano de 2015.

Questionado sobre o processo de reestruturação do Mirex, Eduardo Beny salientou a criação, através de um Decreto Presidencial, de uma Comissão Ministerial para organização e funcionamento da instituição.

Ressaltou que, do ponto de vista da direcção do Mirex “ela (reestruturação) é bem vinda, para poder ajudar-nos a corrigir determinadas situações, por um lado e, por outro, permitir que nós possamos ver aprovados ou reformados alguns instrumentos jurídicos que requerem a nossa acção”.

Eduardo Beny disse que o processo de reestruturação do Mirex tem que ser visto, em primeiro lugar e nesta fase, pelo trabalho que a Comissão Interministerial tem vindo a desenvolver “e cujos resultados certamente depois virão a publico”.

O SG falou igualmente da necessidade de um novo, melhor e mais bem apetrechado edifício para o Mirex, “questão que está a ser tratada pelo Executivo”. (portalangop.co.ao)

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