Salgado em directo: ‘É uma facada chamarem o BES de banco mau’

Capa da nova edição do semanário Sol. (D.R.)
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Ricardo Salgado está a ser ouvido no Parlamento há mais de oito horas. Tal como na primeira audição na comissão parlamentar ao colapso do Grupo Espírito Santo, o antigo ‘dono disto tudo’ (DDT) recusou ser o ‘responsável disto tudo’ e colocar-se na posição de ‘vítima disto tudo’. O ex-presidente do BES ensaia assim uma nova tentativa para salvar a “honra e a dignidade” da sua família, bem como a sua reputação.

O ex-presidente do BES, visivelmente mais cansado do que na primeira audição, tem prosseguido com a sua estratégia de defesa. Por um lado, assume que foram cometidos erros na gestão de topo do universo Espírito Santo. No entanto, rejeita ser o único responsável pelo colapso do grupo e refuta as acusações de vários depoentes de que exercia uma “gestão centralizadora”.

Por outro, o ex-‘dono disto tudo’ direcciona as suas criticas para a actuação do Banco de Portugal. Salgado acusa o governador de o ter pré-condenado a 3 de Agosto. Já sobre os dois blocos da auditoria forense – relativos ao cumprimento das determinações emitidas pelo Banco de Portugal e à exposição do BES ao BES Angola –  e que revelaram dezenas de situações irregulares e potenciais actos dolosos de gestão ruinosa, o ex-banqueiro assume que vive bem com essas “potenciais desobediências” detectadas, garantindo que cumpriu todas as recomendações do regulador.

O ex-banqueiro repetiu, por diversas vezes, que nunca realizou “qualquer desvio de dinheiro” em seu benefício ou da sua família. Salgado recusou ainda pedir desculpa, embora tenha dito que lamenta o que aconteceu aos accionistas, clientes, depositantes e trabalhadores com o colapso do banco e do grupo.

Acompanhe o minuto-a-minuto

23h40: Questionado sobre a venda de acções realizada por Rui Guerra, último presidente do BESA, dias antes do colapso do Grupo, Salgado avança: “Fez bem. Eu guardei as minhas e investi mais no aumento de capital”.

23h20: Ricardo Salgado acusa o contabilista Machado da Cruz de apresentar múltiplas versões sobre a falsificação das contas da ESI.

23h18: Ricardo Salgado diz que um investidor que tinha dívida da ESFG ou da Esfil colocou uma acção cautelar para impedir a venda da Tranquilidade. E só desistiu desse processo porque a Apollo cedeu 8% do capital da Tranquilidade a esse investidor.

23h16: “É só esperar alguns anos para ver o que vai acontecer à Tranquilidade”, alerta Salgado, estimando que a Apollo vai conseguir “um lucro brutal” com a venda da Tranquilidade. A seguradora valia muito mais do que o preço pelo qual foi vendida, apesar de o investimento no GES ter desvalorizado a companhia.

23h05: “Ouvi o vice-primeiro-ministro dizer que as alternativas para o BES eram a nacionalização ou a resolução. Espanta-me! Antes da nossa saída tínhamos forma de organizar uma recapitalização privada”, realça o antigo banqueiro.

23h02: Para Salgado, “um conglomerado misto integra as duas partes: não é possível em termos de confiança extrair a parte não financeira sem contaminar a parte financeira”. É com esta justificação que garante ter alertado o Governo para os riscos sistémicos do grupo. Salgado mostrou a Passos a carta enviada ao governador a 31 de Março.

23h00: “Não se pode comparar o GES à Peugeot. O GES criou mais de 30 mil empregos”.

22h55: “A imprensa diz que eu fui ao primeiro-ministro fazer queixas do Sr. governador. Não foi isso. Foi um grito de alarme. Alertei para o risco sistémico do BES”, insiste Salgado.

22:50: ” Ninguém podia saber tudo o que se passava dentro do BES”, sublinha em resposta ao PS sobre o seu desconhecimento na venda da ES Turismo.

22h40: “A Eurofin funcionava como empresa independente”, repete.

22h26: “Estou totalmente convicto no empenhamento das equipas do BES no cumprimento das determinações do Banco de Portugal. Aguardo o fim dos trabalhos da auditoria forense. ‘Errare humanum est‘. Acredito que tenha havido algumas falhas pontuais.”

22h24: “O senhor Queiroz Pereira referiu que as minhas irmãs fazem bolos para vender para fora e que eu não lido bem com a verdade. As minhas irmãs já responderam. E só gostava de dizer que tenho uma excelente relação com as minhas irmãs e que elas nunca puseram processos contra mim. O Sr. Queiroz Pereira não pode dizer o mesmo”.

22h18: Ricardo Salgado desconhece que a ESAF tenha aplicado recursos no HSBC.

22h15: As relações entre o BES e o BESA estão novamente em análise. “Não acredito na existência desse tipo de procedimentos”, referindo-se a concessão de créditos sem comprovativos.

22h10: Foram retomados os trabalhos, com nova ronda de perguntas do PSD.

21h40: Terminou a primeira ronda e a audição foi interrompida durante 30 minutos para jantar.

21h20: “A auditoria forense não viu muitas coisas”, critica Salgado.

21h15: “Não desobedecemos ao ring-fencing do Banco de Portugal”, garante.

21h02: O BES nuna teve operações com o HSBC, daquelas que estão agora a ser investigadas na Suíça.

20h59: Ricardo Salgado diz conhecer a falta de “apreço” de Mariana Mortágua pelos conglomerados mistos e acaba por reconhecer que não é totalmente contra certo tipo de ajustamentos legislativos.

20h45: Salgado assume que o balanço consolidado e o ajustamento do grupo deveriam ter começado mais cedo. Reconhece as fragilidades no grupo.

20h33: “O segredo de justiça impede-me de falar sobre os meus valores pessoais (…) Os registos da ES Entreprises estão a ser alvo de investigação pelo Ministério Público. Não posso falar sobre um campo alvo de segredo de justiça”. Os movimentos desta empresa, denominada de “saco-azul” do GES, estão a ser alvo de um inquérito, uma certidão extraída do processo judicial Monte Branco. Salgado diz desconhecer os motivos de Helder Bataglia ter recebido sete milhões da ES Enterprise.

20h30: É agora a vez de Mariana Mortágua, do Bloco de Esquerda, fazer questões, começando por questionar quem dava ordens na Espírito Santo Enterprises. “Era uma holding operacional, que regularizava serviços partilhados. Era uma offshore. Os administradores eram o Dr. Machado da Cruz e o Dr. José Castella”, responde Salgado.

20h27: “É como darem-me uma facada chamarem o BES de banco mau”

Ricardo Salgado. (Foto: D.R.)
Ricardo Salgado.
(Foto: D.R.)

20h24: Salgado recorda que não pode falar sobre a operação Monte Branco, na qual foi constituído arguido.

20h20: “O Dr. Morais Pires não beneficiou de nada que não tivesse direito. Em relação aos meus activos estão totalmente publicitados. Por isso, pode ter a certeza que não foi por aí que o BESA, o BES faliu”.

20h00: “Já me disseram que a Espírito Santo Saúde mudou para o Santander. O Novo Banco cortou o funding”. O presidente da comissão, Fernando Negrão, aproveitou para interromper a audição e pedir que sejam usados menos termos anglo-saxónicos. Há muitos cidadãos a queixarem-se. O pedido surge na sequência da utilização da expressão ‘finding’ ao longo das cinco horas do testemunho de Ricardo Salgado. “Findings são as conclusões da auditoria forense”.

19h58: O Banco de Portugal acompanhava directamente as entradas e saídas de dinheiro da conta escrow, a conta criada para reembolsar os clientes que investiram aos balcões do BES em papel comercial de entidades do GES. “Não houve desvios de dinheiro da conta escrow”, insiste Salgado.

19h45: A exposição do BES à area não-financeira “nunca foi demasiadamente elevada”, considera o ex-CEO. Os grandes riscos estiveram sempre dentro dos limites impostos.

19h40: Salgado não se recorda de a Espírito Santo International ter negado as contas ao auditor PriceWaterhouseCoopers.

19h37: “Do meu lado não houve falsificação de contas”, sublinha.

19h35: “O Banco não faliu. Foi forçado a desaparecer”. Esta é uma afirmação já proferida na primeira audição.

19h32: “O Grupo esteve 40 anos no Luxemburgo, sem qualquer problema. De repente, caiu-nos tudo em cima da cabeça, por não termos acompanhado a estrutura de topo da gestão do grupo. Tínhamos um desiquílibrio. O grupo tinha defeitos de organização”.

19h25: Depois de um intervalo de cinco minutos, é a vez do deputado do PCP, Miguel Tiago, a fazer questões.

19h20: Em matéria de reembolso dos montantes investidos em papel comercial, Salgado rejeita que tenha sido dado tratamento especial a alguns clientes, em detrimento de outros.“Não foi dado tratamento especial a esses clientes. Agimos em conformidade com as exigências do Banco de Portugal”. A primeira parte da auditoria forense ao BES indica que clientes do BES Açores, BEST e ESAF foram reembolsados pelo investimento em papel comercial. Há 2.500 clientes que ainda não conseguiram reaver os 527 milhões de euros investidos.

18h20: É agora a vez da deputada Cecília Meireles do CDS interrogar Ricardo Salgado.

18h10: Saiu dinheiro do BES para o BESA e do BESA para uma offshorepara a família Espírito Santo pagar aumentos de capital? Salgado nega.O dinheiro não foi para os “bolsos” dos acionistas, entre os quais se encontrava a Família Espírito Santo”, repete.

18h06: Se algum deputado estiver interessado, Ricardo Salgado diz estar disponível para mostrar a distribuição de pelouros no BES. Garante que não era centralizador, como se diz na opinião pública, e que o BES Angola era um pelouro de Amílcar Morais Pires. “Havia um acompanhamento permanente das posições do BES ao BESA”.

18:05: “Não me recordo desse período. Eu estava completamente absorvido pelo BES”, defende-se Ricardo Salgado, perante a insistência do deputado do PS.

18h00: “Não sei se sabiam se era da Rioforte, sabiam de uma aplicação na ESI, que seria prorrogada por um ano”, tenta esclarecer o ex-CEO do BES.

17h58: A aplicação da PT em papel comercial da Rioforte, no montante de 897 milhões de euros, é o tema agora em análise. “Ninguém esperava o colapso”. “Acredito que sim” é a resposta de Ricardo Salgado às perguntas do PS: Henrique Granadeiro sabia da aplicação? E Zeinal Bava sabia da aplicação? E quanto os accionistas brasileiros da Oi? “Sabiam e depois desmentiram”, disse, referindo-se aos accionistas brasileiros.

17h35: “Por que não participou na auditoria forense?”, questionou o PS. “Quero dizer-lhe que fiquei profundamente chocado com o julgamente sumário que o Sr. Governador do Banco de Portugal fez, ao acusar a administração de ter cometido as maiores fraudes. A partir daí recusei-me a falar, porque percebi que estávamos num julgamento prévio. Isto certamente acabará no Tribunal, mas estou confiante nas instâncias judiciais”.

17h28: “Espero vir a ter detalhes para comprovar que cumprimos [as determinações do Banco de Portugal] até ao final. Todos os recursos que saíram da conta escrow foram para pagar aos particulares de retalho”.

17h20: O deputado Pedro Nuno Santos questiona o ex-CEO do BES sobre alegadas violações à determinação de ring-fencing [separação da área financeira da não financeira do GES], imposta pelo Banco de Portugal. Aumentou ou não a exposição do BES ao ESI? “Nós estamos a trabalhar no escuro para esclarecer essas matérias.” Aumentou ou não a exposição do BES à Espírito Santo Financial Group? “Tenha paciência. Nós cumprimos exactamente com o ring-fencing e foi exactamente por cumprirmos o ring-fencing que o grupo colapsou. A proibição à ESFG só chegou a 30 de Junho”, defende o antigo presidente do BES.

17h16: É a vez do grupo parlamentar do PS fazer as suas questões. O presidente da Comissão pede respostas mais concretas e directas a Salgado, para evitar a dispersão.

17h15: “Diz-se que quem não tem vergonha o mundo é seu! E, nesse sentido, o Dr. Ricardo Salgado ainda é o ‘dono disto tudo'”, ataca o deputado do PSD.

17h10: “A versão que com aqui fez teima não faz qualquer sentido”, acusa Carlos Abreu Amorim, lamentando a ausência de um pedido de desculpa de Ricardo Salgado. O deputado PSD confessa que tinha esperança que Salgado seguisse o exemplo de Granadeiro e José Manuel Espírito Santo.

17h05: Quem indicou Paulo Kassoma para o BESA? Salgado elogia o CV do general, e recorda Rui Guerra, último presidente do BESA antes da intervenção do Banco Nacional Angolano. E refere que os accionistas Geni e Portmill detinham 45% do capital da instituição angolana.

17h03: Tem quantas offshores? Foi a pergunta do deputado do PSD. E confirma saídas de dinheiro do BESA para essas offshores? “Oh, senhor deputado, não tive tempo de ver a auditoria forense. Mas a minha situação pessoal, fiscal é pública e já foi diversas vezes divulgada. Não recebi nem mais um centavo do que aquilo que estava divulgado. A Savoices era uma offshore, que foi completamente arrumada em 2012″. Salgado garante que não tem dinheiro em offshores, neste momento.

16h50: O que é a Espírito Santo Enterprise? “Não é um saco azul” do Grupo Espírito Santo, garante Salgado. Os minutos seguintes são passados a descrever a actividade da Espírito Santo Enterprise. “Não aparecia no organograma. É uma grande falha. Devia aparecer por baixo da ES Imobiliária”, refere, suscitando risos na sala 6 do Parlamento.”Não posso falar porque esse assunto está sob segredo de justiça”. Salgado confirma assim um inquérito judicial ao suposto saco azul do GES. Ainda questionado sobre o território geográfico onde da ES Entrerprises desenvolvia a sua actividade, Salgado hesita e acaba por indicar que “talvez” fosse o Luxemburgo.

16h38: “Foi uma situação muito infeliz o que aconteceu com o grupo”, desabafa Salgado. O ex-presidente do BES e a sua família investiram 70 milhões de euros no aumento de capital da Espírito Santo Control. Em 2014, antes do resultado da auditoria da KPMG, a família investiu novamente mais 25 milhões de euros. “Ninguém na família sabia o que se passava”.

16h34: “Tenciona processar o Dr. Machado da Cruz?” Foi a pergunta do deputado do PSD. Salgado responde que o grupo está “desmantelado” e entregue aos tribunais do Luxemburgo. Reitera que o grupo sempre teve “confiança” no contabilista Machado da Cruz. Salgado nega ter tido encontros, em Cascais, com o commissaire aux comptes para desenhar uma estratégia de defesa sobre a ocultação de contas da ESI.

16h30: Ricardo Salgado nega que tenha dado instruções ao contabilista do GES para ocultar o passivo das contas da holding Espírito Santo Internacional. O ex-presidente do BES mantém a sua versão e desmente assim Machado da Cruz, o contabilista do GES. os deputados identificam assim uma contradição óbvia de testemunhos.

16h17: Salgado não comenta as declarações do professor João Duque, mas refere que enviou uma carta ao presidente do ISEG. Em causa está o arrependimento manifestado por João Duque de ter atribuído o honoris causa a Salgado e ter declarado, numa entrevista, que premiou um “escroque da pior espécie”.

16h15: Carlos Abreu Amorim, do PSD, é o primeiro a questionar o ex-líder do BES. O deputado insta Ricardo Salgado a pedir desculpa. Salgado responde, citando Fernando Pessoa: “Pedir desculpa é pior do que não ter razão. Eu estou aqui a defender a minha razão e essa razão espero vir a obtê-la quando for julgado nos tribunais”. Ainda assim, reconhece: “Sou responsável certamente e cometi erros”.

16h10: “Lamento a actuação do governador. Defender-me-ei até aos limites da minha força para demonstrar que nunca,  e em momento algum, tive a intenção de prejudicar os interesses dos accionistas, depositantes e colaboradores”. Salgado diz ainda lamentar aquilo que chama de “justiça de pelourinho”, sem direito a defesa ou a um processo condigno.

16h00: “Para onde foi o dinheiro? Não houve desvios de dinheiro”, garante. As provisões não implicam saída de dinheiro de caixa, aquando da sua constituição, sublinha. “O dinheiro não desapareceu, transitou para o Novo Banco por decisão do regulador”.

15h55: Salgado acusa o governador de ter preparado “o terreno para as medidas de resolução”. As cartas trocadas são um evidente sinal disso, acusa. “Já o padre António Vieira dizia que em nenhuma parte como em Portugal se gasta tanto em papel”.

15h50: “O regulador inviabilizou a injecção de fundos no BES”, acabando por exigir a uma nova administração uma solução que em 48 horas tinha descartado.

15h40: Salgado descreve a actuação do regulador com “estupefacção”. O ex-presidente questiona a fuga de nomes dos seus potenciais sucessores

15h35: “Não houve nexo causal entre o problema da Espírito Santo Internacional (ESI) no final de 2013 e a quebra de confiança no BES”, afirmou. A volatilidade das acções a fuga de depósitos foram as causas para o colapso do BES, considera o ex-responsável do banco. E o plano de recuperação da ESI não vingou por falta de tempo, defende.

15h30: Salgado critica o facto de a segunda parte da auditoria forense – relativa à exposição do BES ao BES Angola – ter sido divulgada há pouco mais de 48 horas, o que o impede de exercer o direito ao contraditório e mostra-se indignado por as conclusões terem por base notícias dos jornais.

15h29: “Em Fevereiro fui confrontado com um projecto de decisão do Banco de Portugal de que sou responsável apenas porque fui administrador do banco. Perante uma pré-condenação, pedi a consulta do processo administrativo. Mas não há nada para consultar, porque o regulador decidiu não produzir prova. Ricardo Salgado suscitou um incidente de suspeição por falta de isenção do governador do Banco de Portugal, aguardando uma resposta do Banco de Portugal.

15h28: “O ring-fencing prejudicou o BES em vez de o proteger”, acusa.

15h20: “Vivo bem com a potencial desobediência”, indicada no relatório da Deloitte ao BES.

15h18: Ricardo Salgado refere que só teve acesso à auditoria forense através da comunicação social. O ex-presidente do BES tem uma vasta lista de pontos para refutar as conclusões do primeiro capítulo da auditoria. A indisponibilidade do Banco de Portugal e da auditoria em ouvir terceiros é uma das primeiras criticas feitas por Ricardo Salgado.

15h17: “É verdadeiramente inadmissível que o Banco de Portugal ande a divulgar gota a gota, e na imprensa, elementos que levem a um julgamento e uma imprecisão”, ataca Salgado, acrescentando que se quis passar a imagem de que o ex-presidente do BES desobedeceu 21 vezes ao regulador.

15h16: Salgado lamenta todos os que foram prejudicados com o colapso do BES e do GES e garante que sempre teve em mente todos os accionistas e depositantes. E começa por relatar “factos” relacionados com o primeiro capítulo da auditoria, que avalia o grau de cumprimento do BES às determinações do Banco de Portugal.

15h15: “Perdi o que foi a minha vida de trabalho durante mais de 40 anos. Só quero lutar pela minha honra e pela da minha família”. O resto da sua vida será passado nessa luta, diz.

O ex-presidente do BES refere que foi criada uma imagem que não corresponde à realidade: “Ricardo Salgado era o único responsável, porque tinha mandado em todos os gestores, em políticos e em reguladores.” “Não terei tudo a ver com tudo, como tem surgido na opinião pública. No passado acreditei que lutava pelo melhor para o país”.

15h10: Fernando Negrão faz duas notas prévias à audição. A primeira para referir que os deputados “estão a trabalhar” e que são precisas condições para fazê-lo da melhor forma possível. Por isso, o presidente da comissão pede silêncio à comunicação social. Depois, recorda que a audição a Salgado é uma repetição. “Não estamos aqui para julgar ou acusar alguém”, diz Fernando Negrão. Mas “é necessário apurar os factos” e, para tal, pede “perguntas e respostas claras”.

15h06: Ricardo Salgado já está na sala 6 do Parlamento. O ex-presidente do BES chegou acompanhado dos seus advogados e do seu assessor de imprensa.

15h00: Ricardo Salgado fará uma declaração inicial. Acompanhe a audição minuto-a-minuto.

14h30: A audição está agendada para as 15h00.

 

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