Restos mortais do juiz conselheiro do Supremo Tribunal Militar foram a enterrar

Funeral do Tenente General - Francisco Teófilo Chende (Foto: Gaspar Dos Santos)
Funeral do Tenente General - Francisco Teófilo Chende (Foto: Gaspar Dos Santos)
Funeral do Tenente General – Francisco Teófilo Chende (Foto: Gaspar Dos Santos)

Os restos mortais do juiz conselheiro do Supremo Tribunal Miliar, o tenente-general Francisco Teófilo Chende, falecido na sexta-feira por doença, foram nesta quarta-feira a enterrar no cemitério do Alto das Cruzes, em Luanda.

Na presença de membros do Executivo, deputados, altas patentes dos variados ramos das forças armadas angolanas e de familiares foram disparadas salvas, à chegada ao “campo santo” da urna, envolta com a Bandeira Nacional.

Familiares enalteceram o defunto como “pai, irmão e grande camarada e um dos grandes filhos de Angola, que desde muito cedo iluminou a familia”, referindo que a sua morte, no dia em que completaria 59 anos de idade, é prematura.

Um dos irmãos contou que o finado, tido como o patriarca da família, ainda jovem havia sido detido por ideias nacionalistas e chegou a ser expulso do colégio por se ter recusado representar a então colónia de Angola num festival da mocidade portuguesa em Lourenço Marques, actual capital de Moçambique, Maputo.

“Perdemos para sempre um membro do nosso convívio, um chefe, um grande companheiro, exímio responsável e amigo”, lê-se, por outro lado, no elogio fúnebre do Supremo Tribunal Militar.

Natural de Maludi, Lunda Norte, foi professor de português na escola Alda Lara, em Luanda, em 1980, ano que ingressou nas então Forças Armadas Populares de Libertação de Angola (FAPLA). Foi promovido 2º tenente e nomeado juiz vogal do Tribunal Militar da 3ª região político-militar, depois de ter frequentado o primeiro curso jurídico militar na escola Mártires de Kapolo, em Luanda.

Até a promoção a tenente-general e juiz conselheiro do Supremo Tribunal Militar, Francisco Chende exerceu as funções de juiz-presidente dos tribunais da zona militar Benguela e das frentes militares centro e da região sul.

Já foi também inspector-chefe do Supremo Tribunal Militar. (portalangop.co.ao)

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