República do Congo: Realçado engajamento do líder angolano no processo de pacificação da RCA

Ministro das Relações Exteriores-Georges Rebelo Pinto Chikoti (Foto: António Escrivão)
Ministro das Relações Exteriores-Georges Rebelo Pinto Chikoti (Foto: António Escrivão)
Ministro das Relações Exteriores-Georges Rebelo Pinto Chikoti (Foto: António Escrivão)

O ministro das Relações Exteriores, Georges Rebelo Pinto Chikoti, enalteceu hoje, segunda-feira, em Brazzaville, o engajamento do Presidente angolano José Eduardo dos Santos, igualmente presidente em exercício da Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos (CIRGL), na promoção do diálogo e da confiança no quadro do processo da pacificação da República Centro Africana (RCA).

No seu discurso na sessão de abertura da sétima reunião do Grupo Internacional de Contacto (GIC) sobre a RCA, reiterou o apoio do governo de Angola para o processo de paz na RCA.

Apelou aos actores centro-africanos para que ‘’se empenhem de forma construtiva e pacífica para proporcionar um ambiente que favoreça o diálogo político, a paz e a promoção de uma cultura de tolerância e de respeito por todos, independentemente das convicções políticas e ideológicas de cada um’.

Para George Chicoti, a realização do diálogo interno inclusivo, à luz do Fórum para o Diálogo Político e a Reconciliação Nacional na RCA, realizado em Brazzaville em Julho último, constitui o ‘’único caminho em busca da paz e reconciliação nacional.

Esclareceu que a inclusão nacional confere o sentimento de pertença, contribui decisivamente para a coesão e harmonia nacional e social e, consequentemente, para a mobilização efectiva dos cidadãos para os grandes desígnios nacionais ligados à paz e ao desenvolvimento harmonioso.

Considerou esta sétima reunião do GIC como um ocasião para os participantes recomendarem ‘’medidas e mecanismos que levem a um progresso substancial que conduza à realização de eleições livres, justas e transparentes na República Centro Africana’’.

Dirigindo-se especialmente aos membros do GIC, o governante angolano os exortou a engajarem-se no mesmo espírito do Fórum de Brazzaville para que a transição na RCA conheça o seu termo de maneira pacífica e consensual.

Depois de recordar que ‘’a estabilidade política constitui a base sobre a qual assenta o desenvolvimento económico e social de qualquer país’’, George Chicoti sublinhou que a situação política na República Centro Africana continua a ser um grande desafio, por ter havido poucos progressos relativamente ao diálogo político interno acordado em Brazzaville em Julho de 2014, para além da precariedade da situação de segurança com o aumento da criminalidade violenta.

Diante deste quadro sombrio, defendeu que o encontro deve lançar um apelo às forças da ONU no sentido de fazer mais no âmbito das suas responsabilidades no processo em curso, para melhorar a condição de segurança das populações, reforçando a sua extensão aos pontos em que menos se sente a autoridade do Governo de Transição.

Pelo tempo que resta, George Chicoti advogou ser necessário mobilizar os recursos e assegurar o engajamento da comunidade internacional para se ultrapassar a crise em que a RCA se encontra mergulhada e dar resposta às necessidades da população.

Depois de reafirmar que o povo centro-africano deve escolher os seus governantes através de eleições livres e justas, rematou contudo sustentando que as mesmas devem, antes de mais ser, não só, pacíficas, mas também ‘’ resultarem do espírito de paz nascido do diálogo entre os patriotas centro-africanos que hoje, por razões diversas, se encontram em campos opostos embora todos desejem o progresso do seu país’’.

Mais adiante, George Chicoti lançou um outro apelo tanto à comunidade internacional para apoiar o governo de transição da República Centro-africana que aos doadores para honrarem os seus compromissos disponibilizando os recursos financeiros prometidos aquando da Conferência dos Doadores realizada em Dezembro passado, para acelerar o processo de transição e para a realização de eleições ainda no decurso deste ano.

O orador não deixou de elogiar também o engajamento dos Chefes de Estado congolês Denis Sassoun-N’Guesso do Congo, mediador internacional para a RCA, e chadiano,Idriss Derby Itno, igualmente presidente em exercício da Comunidade Económica dos Estados da África central (CEEAC), na promoção do diálogo e da confiança no quadro do processo de pacificação da RCA.

Refira-se que o ministro angolano das Relações Exteriores e a sua comitiva de sete pessoas, entre as quais o director da Direcção África, Médio Oriente e Organizações Regionais (DAMOR) o embaixador Joaquim do Espirito Santo, e o consultor do ministro, Veríssimo da Costa, que se encontram nesta capital desde o fim da tarde de domingo, devem em princípio, regressar ainda hoje ao país. (portalangop.co.ao)

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