Quando os pais emigram mas os filhos ficam. Há sempre o Skype

Jorge Filipe está a trabalhar em Angola e o contacto com a filha Filipa, de 7 anos, é através do Skype (Foto: D.R.)
Jorge Filipe está a trabalhar em Angola e o contacto com a filha Filipa, de 7 anos, é através do Skype (Foto: D.R.)
Jorge Filipe está a trabalhar em Angola e o contacto com a filha Filipa, de 7 anos, é através do Skype
(Foto: D.R.)

Partiram para poder dar melhores condições de vida à família. Histórias de pais e filhos que se veem todos os dias pelo Skype. Psicólogos dizem que é uma forma de atenuar o vazio

Há seis anos, Jorge Filipe viajou, pela primeira vez, para Soyo, em Angola. Ia trabalhar num projeto de energia durante três meses. Mas a sua estada prolongou-se. Com o fecho da empresa onde trabalhava, em Portugal, viu-se obrigado a fixar-se lá, deixando cá a mulher e a filha, agora com 7 anos. Através do Skype, tenta manter-se presente: acompanha os trabalhos de casa e trocam palavras com as letras novas que Filipa vai aprendendo. “Depois descambamos para a brincadeira.” Pai e mãe lutam para que não se perca o vínculo, uma luta que é comum à nova vaga de emigrantes, a milhares de portugueses que todos os anos deixam o país. A propósito do Dia do Pai, o DN falou com quatro pais – Jorge, João, Pedro e Rui – que vivem a milhares de quilómetros dos filhos. Ser pai à distância não é nada fácil, dizem, mas sem internet seria certamente bem pior. (dn.pt)

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