Putin revela detalhes da anexação da Crimeia

Vladimir Putin, Presidente da Russia. (Foto: REUTERS)
 Vladimir Putin, Presidente da Russia. (Foto: REUTERS)

Vladimir Putin, Presidente da Russia. (Foto: REUTERS)

O presidente russo, Vladimir Putin, revelou os bastidores da operação para anexar a península da Crimeia, após a queda – há um ano – do então presidente da Ucrânia, o pró-russo Viktor Yanukovich, segundo extractos de uma entrevista divulgados neste domingo pela TV estatal.

Em trechos do documentário “Regresso à Pátria”, difundido pelo canal Rossiya 1, Putin conta que na noite do dia 22 de Fevereiro de 2014 se reuniu com os chefes dos serviços secretos e do ministério da Defesa para tratar da questão da Crimeia.

“Terminamos às sete da manhã e no final disse a todos que deveríamos trabalhar para o regresso da Crimeia à Rússia”.

Quatro dias depois, soldados sem identificação tomaram o Parlamento da Crimeia, cujos deputados votaram a favor de um novo governo, aliado a Moscovo. Após a realização de um referendo, esta península do Mar Negro foi incorporada oficialmente à Rússia, no dia 18 de Março de 2014.

Kiev e os países ocidentais não reconheceram o referendo e a anexação da península, que até 1954 pertenceu à República Soviética da Rússia, quando foi entregue à República Soviética da Ucrânia.

Durante a reunião citada no documentário, Putin também encomendou aos responsáveis russos “uma missão para salvar a vida do presidente da Ucrânia”, diante da possibilidade de uma execução sumária.

Segundo Putin, os serviços secretos estavam dispostos a tirar o ex-presidente ucraniano “de Donetsk por terra, mar ou ar”. Yanukovich, destituído após três meses de revolta popular em Kiev, se refugiou nesta cidade do leste da Ucrânia.

Com o objectivo de “não conversar muito”, as forças de segurança analisaram a utilização de metralhadoras pesadas na operação de resgate de Yanukovich, que finalmente chegou a cidade russa de Rostov del Don dias mais tarde.

O canal não precisou quando o documentário completo será exibido. (afp.com)

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