PND pode ser apoiado por investimentos direccionados

Maria Luísa Abrantes, PCA da ANIP (Foto: Lino Guimarães)
Maria Luísa Abrantes, PCA da ANIP (Foto: Lino Guimarães)
Maria Luísa Abrantes, PCA da ANIP
(Foto: Lino Guimarães)

A presidente do conselho de administração da Agência Nacional para o Investimento Privado (Anip), Maria Luísa Abrantes, afirmou hoje, em Luanda, que o Plano Nacional de Desenvolvimento (PND) pode ser apoiado por investimentos de agentes económicos privados.

Em declarações à Angop, a propósito da apresentação da estratégia de actuação do Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA), Maria Luísa Abrantes referiu que esta  instituição financeira não pode, por si só, financiar todos os projectos destas áreas (agrícolas), uma vez que não tem solvabilidade para o efeito.

Mas, adiantou, se o banco tiver um plano de negócios direccionado para um número determinado de projectos e conseguir pelo menos cumprir com uma grande percentagem dos projectos seleccionados antecipadamente, que sejam coincidentes com os seus objectivos, o banco pode ajudar, referiu.

A responsável lembrou que em 2014 houve poucos projectos aprovados pela Anip, um factor que contrastou com o ano de 2013 em que se registou uma maior aprovação de projectos.

“Provavelmente tenha sido um ano muito bom para o Executivo que produziu muita legislação e também aprovou muitos projectos nacionais, com destaque para os de reabilitação e de construção de infra-estruturas”, disse a responsável.

Entretanto, Maria Luísa Abrantes lembrou que o BDA foi criado inicialmente com o objectivo de alavancar os projectos ligados à agricultura e à indústria de materiais de construção, mas hoje, apoia projectos de vários sectores, priorizando e previlegiando sempre os sectores agrícola e industrial.

“Esperamos que nos apresentem agora os números em termos de valores e de números de projectos que possam ser aprovados. Isto não implica dizer que têm de ser aprovados, pois eles dependem da viabilidade e da parceria que têm com os bancos comerciais”, sublinhou.

A presidente da Anip disse também que Angola deve utilizar os benefícios que o Executivo colocou ao alcance das populações, uma vez que começou a reabilitar e a construir infra-estruturas que vão proporcionar o bem-estar de todos. (portalangop.ao)

 

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