Mulheres devem continuar a apostar na sua formação

Maria Fernanda de Carvalho - Presidente do Conselho das Mulheres Sindicalizadas (Foto: Lucas Neto)
Maria Fernanda de Carvalho - Presidente do Conselho das Mulheres Sindicalizadas (Foto: Lucas Neto)
Maria Fernanda de Carvalho – Presidente do Conselho das Mulheres Sindicalizadas (Foto: Lucas Neto)

As mulheres devem continuar a apostar na formação profissional e académica com vista a aumentar o seu número em cargos de chefia, considerou quinta-feira, em Luanda, a Presidente do Comité Nacional da Mulher Sindicalizada, Maria Fernanda Carvalho.

Maria Fernanda fez a afirmação durante um seminário sobre “Igualdade e equidade do Género”, realizado pelo Comité Nacional da Mulher Sindicalizada.

De acordo com a responsável, a semelhança dos outros sectores da sociedade a percentagem de mulheres nos postos de decisão ainda é muito baixo.

A sindicalista lamentou pelo facto das mulheres continuarem a ser maioritariamente no mercado informal, em posto de trabalho precários, de baixa qualidade e com os salários mais baixos na economia informal.

Acrescentou que a violência de género no mercado de trabalho continua a ser tolerada nos centros de trabalho por não existir um instrumento jurídico nacional.

Em alusão ao 8 de Março, Dia Internacional da Mulher, Maria Fernanda referiu que nas associações filiadas a Unta-CS revêem a data como o assinalar, em cada ano que passa, de mais uma etapa vencida no longo caminho que se vêm empreendendo pela igualdade de direitos e oportunidades no trabalho.

“É mais uma oportunidade para o reforço das acções para igualdade porque apesar de desde 1998, as mulheres filiadas na Unta-CS terem reforçado suas acções de forma organizada através do comité Nacional da Mulher, a luta pela igualdade de direitos e oportunidade no trabalho até hoje é actual”, acrescentou.

Por outro lado, Maria Fernanda de Carvalho salientou que nos últimos cinco anos os sindicatos registaram um aumento significativo de trabalhadoras sindicalizadas, tendo passado de 5 por cento para mais de 40.

Segundo a presidente, actualmente as trabalhadas já sabem da importância de se filiarem a um sindicato, aspecto que demonstra atitude positiva das mulheres. (portalangop.co.ao)

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