Marques Mendes: “Em política não há vazios e quando não há ideias há casos”

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O comentador da SIC explorou a forma como o PS se absteve de comentários relativamente à polémica com as contribuições do primeiro-ministro. Mendes debruçou-se ainda sobre vários temas ‘quentes’ da semana.

Marques Mendes considera o tema das dívidas de Passos Coelho como “morto”, um estado a que muito se fica a dever à atitude de abstenção do PS e do seu líder António Costa, que parece “desconfortável e nota-se que não quer explorar politicamente o assunto.”

Para o comentador da SIC, esta falta de vontade do líder do PS em comentar o assunto deve-se sobretudo a três razões. A primeira devido à possibilidade de também haver casos semelhantes no partido; a segunda por José Sócrates continuar ser suspeito por indícios da prática de fraude fiscal, branqueamento de capitais e corrupção; e a terceira por Costa não querer fazer uma “política de casos”.

Contudo, Marques Mendes aponta que “em política não há vazios, e quando não há ideias há casos”, motivo porque o PS e a coligação PSD-CDS devem apresentar os seus programas eleitorais e começar um debate de ideias.

Outro tema explorado no comentário semanal de Marques Mendes foi a lista dos contribuintes VIP, um tema que o ex-líder social-democrata condena por considerar que “todos os contribuintes são VIP”. Mendes considera que, tal como no caso das contribuições de Passos Coelho, deve ser dada uma resposta à altura da polémica e ser encomendada uma auditoria externa para “pôr tudo em pratos limpos.

Marques Mendes falou ainda da intenção do Governo em disponibilizar ao público uma lista com as identidades de pessoas acusadas de pedofilia, adjetivando a iniciativa como “virtuosa e positiva”. Não obstante, o comentador considera que não devia haver uma lista apenas para estes casos mas sim abranger para a violência doméstica. Esta é uma iniciativa que deve então ser aperfeiçoada e a sua constitucionalidade auferida pelo Tribunal Constitucional.

Por último, houve ainda tempo para abordar a intenção do Governo de atrair emigrantes portugueses, uma medida que Mendes considera também “louvável”, sobretudo por fazer uso de fundos europeus para a causa.

No entanto, Marques Mendes alerta que apenas a primeira fase está concluída, ou seja, que a ideia está lançada, faltando ainda colocá-la em prática para não passar apenas de tarefa eleitoral e ser apenas ‘show-off’ dando o exemplo do anterior governo do PS liderado por José Sócrates.

O comentador da SIC conclui o assunto considerando uma boa forma do Governo limpar a sua imagem perante os mais jovens. (noticiasaominuto.com)

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