Marcelo critica acesso à lista de pedófilos e as prestações do PS

(Nuno Veiga/Lusa)
(Nuno Veiga/Lusa)
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Marcelo Rebelo de Sousa não concorda com a criação de uma lista de pedófilos, que possa ser consultada pelos pais, desde que suspeitem de alguém.

“A mim repugna-me que qualquer pessoa tenha acesso a isso sem decisão do tribunal. Eu percebo a ideia das pessoas, mas num estado de Direito os tribunais têm um papel a desempenhar”, disse o professor este domingo no jornal das 8 da TVI.

Já sobre as presidenciais, Rebelo de Sousa acha que ainda é cedo para se tirar conclusões quanto aos resultados das sondagens da Aximage, que coloca na frente Rui Rio com 40,2% e o próprio professor com 39,7%.

Seja como for, não se mostrou surpreendido com estes resultados, em especial com a liderança do ex-Presidente da Câmara do Porto nas intenções de votos. No domínio da política passa-se “de bestial a besta e de besta a bestial” em pouco tempo, justificou, acrescentando que “a lógica é esperar por Outubro”.

Ainda no seu espaço de comentário à TVI, aproveitou para criticar António Costa, classificando a entrevista que este deu à RTP como “frustrante”.

Sobre o anúncio feito pelo líder socialista de que o PS iria apresentar o seu programa de governo a 6 de Junho, Marcelo considera que a marcação de um prazo “não tem qualquer sentido”. “Para que é que ele [António Costa] vai marcar um prazo? É no dia 6 de junho que tem uma revelação e é iluminado? Não faz sentido. (…) António Costa tem é de mostrar as suas posições em relação à políticas económica e financeira no dia-a-dia e aí não abre o jogo”, afirmou também.

Mas Marcelo não se limitou a criticar Costa e o PS. Em relação à medida que visa a nomeação do Governador do Banco de Portugal por decreto do Presidente da República, já considera que é uma ideia boa, “pelo menos em teoria”. “Esta ideia de não depender do governo faz sentido. O Banco de Portugal é uma entidade reguladora particularmente importante e a ideia é haver pelo menos uma audição no parlamento. […] A solução que temos de depender só do governo não existe nos países mais relevantes da Europa.”

Já Ferro Rodrigues não foi poupado de duras críticas. Analisando o último debate quinzenal, Marcelo sentiu-se mesmo na obrigação de frisar que o socialista é “francamente mau” como líder parlamentar.

“O líder parlamentar do PS é francamente mau, é um homem de gabinete, não tem jeitinho nenhum, tem jeito para outras coisas, é preciso ter dotes”, finalizou Marcelo.  (ionline.pt)

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