Malanje: Sodepac assina contratos com investidores do sector agro-industrial

Presidente da Sociedade de Desenvolvimento do Polo Agro-industrial de Capanda (Sodepac),Carlos Fernandes (Foto: Clemente Santos)
Presidente da Sociedade de Desenvolvimento do Polo Agro-industrial de Capanda (Sodepac),Carlos Fernandes (Foto: Clemente Santos)
Presidente da Sociedade de Desenvolvimento do Polo Agro-industrial de Capanda (Sodepac),Carlos Fernandes (Foto: Clemente Santos)

A Sociedade de Desenvolvimento do Polo Agro-industrial de Capanda (Sodepac) assinou hoje (quinta-feira), nesta cidade, seis contratos de investimentos nos sectores da agro-indústria e pecuária, no quadro da concessão de terras às empresas para a exploração do referido perímetro, localizado no município de Cacuso, província de Malanje.

Os contratos foram rubricados pelo presidente do conselho de administração da Sodepac, Carlos Fernandes e pelos representantes das respectivas empresas, tendo formalizado a realização de negócios nas áreas de produção alimentar, qualificação técnica e profissional dos trabalhadores, introdução de novas tecnologias e não só, para a geração de rendimentos e diversificação da economia do país, assim como para a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos.

Com o investimento privado nestes sectores, a Sodepac pretende criar um conjunto de seis empresas âncoras, que produzirão cerca de 49 mil toneladas/ano de produtos alimentares e criar 386 postos de empregos directos, através da aplicação de um capital financeiro na ordem dos 41 milhões e 990 mil dólares norte americanos, cujos resultados venham a se reflectir na melhoria da implementação dos projectos de educação, saúde, habitação e outros, levados a cabo pela Sodepac, que visam a melhoria da qualidade de vida da população nas zonas rurais.

No acto de assinatura dos contratos, o PCA da Sodepac, Carlos Fernandes, destacou a importância dos compromissos assumidos pelos investidores, na medida em que vão contribuir com os seus negócios na diversificação da economia nacional e no desenvolvimento socio-económico, sobretudo da província de Malanje.

Precisou que, sendo a Sodepac uma área de desenvolvimento especial, está a beneficiar de um programa de desenvolvimento rural integrado que constitui a experiência piloto em Angola de investimentos, baseado num modelo de diversificação da cadeia produtiva, daí que o investimento privado é fundamental para a concretização desse desiderato.

Segundo disse, as empresas contratadas têm o compromisso de dotar o Pólo de Capanda de práticas agrícolas e de tecnologias modernas, que se afiguram como condição necessárias para a competitividade de mercado.

Por outro lado, Carlos Fernandes exortou os investidores, no sentido de terem em conta os recursos ambientais estratégicos e as necessidades das comunidades camponesas nas áreas rurais, por forma a não serem afectadas pelas devastações durante a implantação dos empreendimentos ao longo das terras adstritas à Sodepac.

Por sua vez, o vice-governador de Malanje para o sector técnico e infra-estruturas, Gabriel Pontes considerou o investimento no sector agro-industrial, como um caminho seguro que se pretende seguir rumo à diversificação da economia nacional, pelo que o governo da província está aberto aos investimentos privados.

“ Tudo vamos fazer para que estes projectos saiam bem”, rematou, tendo reforçado o apelo aos empresários, no sentido de respeitarem o meio ambiente e contribuírem na estabilidade da população rural, que habita nos arredores onde serão implementados os projectos firmados.

Os contratos envolvem seis empresas privadas que iniciam as suas acções nos próximos dias, nos vários domínios económicos, a partir deste ano, com a produção de culturas alimentares diversas, venda de assistência técnica, formação de quadros, produção de hortícolas, criação de gados e outros.

A Sodepac foi criada em 2006, por decreto presidencial, como entidade gestora do pólo agro-industrial de Capanda, que compreende as fazendas pedras negras, Pungo-a- ndongo, Biocom e outros empreendimentos públicos e privados, destinados à produção e transformação de culturas alimentares.

O pólo agro-industrial de Capanda está implementado na bacia do médio Kuanza, numa área de 411 mil hectares, dos quais, cerca de 293 mil hectares são aproveitados para o desenvolvimento produtivo e 113 mil hectares destinados à conservação ambiental. (portalangop.co.ao)

DEIXE UMA RESPOSTA