Longa vida ao Angola Investe

CARLOS ROSADO DE CARVALHO Economista e Docente universitário (FOTO: D.R.)
CARLOS ROSADO DE CARVALHO Economista e Docente universitário (FOTO: D.R.)
CARLOS ROSADO DE CARVALHO
Economista e Docente universitário
(FOTO: D.R.)

À entrada do último ano do programa de apoio ao desenvolvimento das micro, pequenas e médias empresas (MPME), popularizado como Angola Investe, foram aprovados 362 projectos no valor de cerca de 69 mil milhões Kz, envolvendo a criação de menos de 55 mil postos de trabalho directos, indirectos e induzidos.

Na apresentação do programa a empresários, em Abril de 2012, o Ministério da Economia (MinEco) estabeleceu como meta a abertura de linhas de crédito anuais da ordem dos 150 mil milhões Kz até 2015. À entrada do último ano, os financiamentos aprovados pouco ultrapassam os 10% dos empréstimos previstos para os quatro anos.

Em termos de emprego, o balanço ainda é pior. A meio do programa, os menos de 55 mil empregos criados pelos 362 projectos aprovados não chegam a 20% da meta de 300 mil estabelecida. A baixa execução do programa não permitiu cumprir o objectivo de pôr Angola a crescer anualmente, em termos reais, entre 7% e 8,5%.

No triénio 2012-2014, a economia cresceu pouco mais de 5%. Outro dos objectivos do programa era colocar Angola no Top 10 da competitividade da África Subsariana. No rankinhg 2013-2014 do World Economic Forum, o País era 29.º entre 33 países.

Em Angola, os balanços do que quer que seja são sempre satisfatórios. No mínimo. Comparando as metas traçadas na apresentação do Angola Investe com os resultados atingidos até agora, nem isso podemos dizer.

Numa atitude rara em Angola, o próprio MinEco admitiu que foi excessivamente optimista no início e promete rever as metas. Não só acho bem, como penso que era inevitável. Dito isto, desejo longa vida ao Angola Investe. Não sendo perfeito, o Angola Investe vai no bom caminho.

O programa fez um diagnóstico correcto da situação do País, as medidas respondem no essencial às principais preocupações dos empresários, e traduzem se em iniciativas e linhas de acção detalhadas e acompanhadas dos respectivos cronogramas e responsáveis pela sua execução.

Os objectivos são claramente definidos e existe uma métrica que permite monitorizar a sua execução. Agora, é preciso paciência. Roma e Pavia não se fizeram num dia. Os resultados acabarão por aparecer. Mais cedo do que tarde, espero eu. (expansao.ao)

Por: Carlos Rosado de Carvalho

4 COMENTÁRIOS

  1. Fácil muito fácil, para quem tem amigos que o ajudem no ANGOLA INVESTE.
    tenho um projeto, até nem envolve grande capital, mas chegar ao balcão………….apresentar o meu projeto…………ser aprovado será sonhar muito alto. Só para amigos….Não é tão linear conforme falam.
    Bem gostaria que assim fosse.
    Tenho dito

    • Caríssima Tina, já lá esteve (no INAPEM), ou está a falar a lingua do povão? No mundo dos negócios não basta ter o projecto na gaveta, é necessário ir a luta, isto é, ser empreendedor. Boa sorte.
      Eu alinho com o Dr. Rosado quando diz “Não sendo perfeito, o Angola Investe vai no bom caminho”. Bom trabalho

      • Carissimo Terencio Gouveia, realmente o sr deve pensar que esta em outro mundo ou nao lhe consta a realidade?
        pois posso lhe dizer que tenho todos os papeis, estudos de viabilidade feitos, tudo que pedem. sabe a quanto tempo estou em espera ? pois á mais de 9 meses…..
        isto porque nao tenho nenhum nome sonante como socio , pois e isto e a realidade. no entanto ja vi a tenho conhecimento para lhe afirmar que depois de mim tem quem apresentou um projecto na mesma area que a minha e como tinha o cunho de um vice governador provincial foi entregue e ja receberam o emprestimo …
        agora lhe pergunto o que esta mal ? sera mais uma onda de lavangem de dinheiro?? ou apenas os membros do governo e suas familias teem direito a aceder ???

  2. Boa tarde,

    gostaria de deixar a apresentação da empresa Ondaplanetária Angola, Recrutamento, Formação, Consultoria e Apoio Escolar e caso tenha interesse enviar brochuras das diversas áreas de formação, assim como protocolo para análise e aprovação e respectiva assinatura.

    No que concerne e diz mais respeito a uma Parceria, posso garantir que faremos todas as graduações e pós graduações, assim como Licenciaturas e mestrados dos cursos que têm e que possam necessitar apoio, em Angola, desde instituições Angolanas e Portuguesas.

    Por exemplo,para o Mestrado em Medicina Tropical e Saúde Internacional temos um parceiro Universitário em Portugal e para o de Enfermaria temos em Angola.

    Certificamos todos os cursos, Licenciaturas e Mestrados que também envio em anexo e que posteriormente poderão optar por abranger ou introduzir em Vossos programas pedagógicos.

    Agora falando do que urge fazer e como prioridade e que sei ser muito importante, a formação dos futuros e presentes professores, a pós graduação que também realizamos em Angola,em ISP e universidades, a supervisão e agregação pedagógicas que são leccionadas por professores, estamos ao dispor para apresentar uma proposta e contrato, não sem antes falarmos pessoalmente ou por telefone.

    Como estive também a pesquisar para saber mais, também podemos e devemos colaborar no ensino básico, junto de colégios e escolas, disponibilizando professores e outro tipo de apoio escolar, utilizando para isso nossa plataforma moodle (elearning) de modo a que a Ondaplanetária Angola possa dar explicações e realizar alguns cursos presenciais e á distância, quer a Vossos aluno, quer a professores.

    Fico ao dispor para todos os esclarecimentos tidos como necessários e no aguardo de seu contacto para falarmos sobre todas as dúvidas que tenham.

    Nota: Somente para melhor conhecimento, para além do apoio escolar, também fazemos Consultoria, Recrutamento (temos base e dados compostas por cidadãos de nacionalidade Angolana muito qualificados e que se formam em Portugal, mas a ideia é contribuir para que se formem no seu país e assim sejam a massa critica que a sociedade Angolana necessita para o seu bem social, cultural e claro também económico) e Formação.

    Melhores Cumprimentos,

    Patrícia Henriques

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