Isabel dos Santos desafia BPI a avaliar fusão com BCP “brevemente”

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(Foto:  Tiago Petinga/Lusa)

Numa declaração escrita, a Santoro desafia o BPI a pronunciar-se “brevemente” sobre a fusão com o BCP.

E o Sol sabe que o conselho de administração do BPI já marcou a reunião para discutir o interesse da operação.
O presidente da Santoro, Mário Leite Silva, saúda, numa declaração escrita a disponibilidade dos espanhóis do Caixabank para analisarem a proposta e espera que a administração do BPI se pronuncie “brevemente”.

“Esperamos que o BPI também se possa pronunciar brevemente sobre o repto lançado pela Santoro, pois acreditamos firmemente nos méritos e no potencial de criação de valor de operações deste tipo – que trazem maior racionalidade ao sector financeiro português”, desafia Mário Leite Silva.

O presidente da Santoro recorda que, no comunicado de 6 de Março, Caixabank mostrou-se “receptivo a avaliar uma proposta quando os termos da fusão forem conhecidos”.

Também a administração do Millennium BCP veio imediatamente manifestar a sua “disponibilidade em aceitar o repto lançado pela Santoro ‘havendo interesse do BPI’”, relembra.

Por isso, “competirá agora aos executivos trabalharem uma proposta concreta dos termos a apresentar”, afirma, acrescentando que “são posições de princípio muito positivas e encorajadoras”.

Mário Silva Leite assume, mais uma vez, que a posição da Santoro no sistema financeiro não é meramente financeira. Tem um cariz estratégico.

Os espanhóis do Caixabank lançaram, recorde-se, uma oferta pública de aquisição do BPI com uma contrapartida de 1,329 euros por acção.

O conselho de administração do BPI aconselhou os accionistas do banco a não aceitarem a oferta, defendendo que o preço deverá ser 70% superior. O Caixabank considera que o “preço é adequado” e que “no actual contexto não pode avaliar uma eventual fusão entre o BPI e o BCP cujos termos não foram todavia propostos”.

A Santoro já manifestou a sua oposição a esta OPA, considerando-a inoportuna. A proposta de fusão entre BPI e BCP foi lançada por Isabel dos Santos, segunda maior accionista do BPI no dia 3 de Março.

 “A proposta feita não teve, como já foi escrito inúmeras vezes, o intuito de criar um impasse. Foi realizada com o intuito contrário –  o de propor uma alternativa viável e resolver o impasse em que nos encontramos”, justifica o presidente da Santoro.

“Acreditamos que esta proposta de criação do maior banco português, com posições de referência em 3 mercados de extremo potencial – Angola, Moçambique e Polónia -, gera valor para o BPI e para os seus accionistas e é positiva e favorável para todos os stakeholders”, defende Mário Silva. (sol.pt)

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