Irina Vasconcelos em “noite mágica”

(Foto: Henri Celso)
(Foto: Henri Celso)
(Foto: Henri Celso)

Noite mágica, concerto interactivo e mais de uma hora de música, “extraídas” de um passado que continua vivo na mente de centenas de angolanos. Foi neste cenário que a artista Irina Vasconcelos “arrebatou” corações, nesta sexta-feira, em Luanda, no espectáculo de lançamento da segunda temporada do projecto “Show do Mês”.

Durante uma hora e 45 minutos, a cantora angolana “viajou” no tempo e foi a três décadas marcantes da música nacional e internacional.

Segura na voz e admirada, interpretou sucessos como “Belina” (Artur Nunes), “Stapora do Diabo” (Bana), “Sacrifice” (Elton Jonh) e “Minha Viola” (Beto de Almeida).

O evento, em que interpretou outros números, teve três momentos distintos.

Isto representou uma inovação que valorizou o concerto, assistido por mais de 300 pessoas.

Irina começou com um trio de músicos (percursionista, Violancelo e Dj), de seguida actuou com a banda (Maravilha), antes de cantar com o Dj.

Em alguns momentos, deu um cariz electrónico ao show, mas noutros soltou a voz, ao som dos acordes da banda.

No meio deste cenário, um convidado quase roubou-lhe o protagonismo, com dois grandes sucessos nacionais.

Trata-se de Zé Kafala, que fez dueto com a artista no tema “Kudizola Kweto” e despediu-se com “Renuncia Impossível”.

O folclorista deixou extasiado o público, que pedia mais.

Mas a noite era mesmo de Irina. Sobre ela recaiam todos os olhares, os holofotes da imprensa e a avaliação da crítica.

A “guerreira”, como é conhecida, rápido se apercebeu disso.

Mostrou garra no seu primeiro grande show a solo e justificou o porquê ser tido como uma das revelações da música angolana.

Para mostrar o seu preparo e veia apurada para a música, percorreu pelo rock, género musical que lhe caracteriza, sendo líder do grupo Café Negro.

Para encerrar a noite, voltou às raízes e ao folclore nacional, brindando a plateia com “Kilapanga do órfão”. (portalangop.co.ao)

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