Irão: Amnistia denuncia leis que reduzem mulheres iranianas a ‘máquinas de procriar’

Dois projetos de lei para estimular a natalidade no Irã correm o risco de reduzir as mulheres a 'máquinas de procriar' (Foto de Philippe Huguen/AFP)
Dois projetos de lei para estimular a natalidade no Irã correm o risco de reduzir as mulheres a 'máquinas de procriar'  (Foto de Philippe Huguen/AFP)
Dois projetos de lei para estimular a natalidade no Irã correm o risco de reduzir as mulheres a ‘máquinas de procriar’
(Foto de Philippe Huguen/AFP)

Dois projectos de lei para estimular a natalidade no Irão correm o risco de reduzir as mulheres a “máquinas de procriar”, denunciou nesta quarta-feira a Amnistia Internacional (AI).

O projecto de lei sobre a população e a exaltação da família, que será examinado pelo Parlamento, tornará mais difícil o acesso ao emprego para as mulheres que não podem ou não querem ter filhos, destaca um relatório da AI.

O texto prevê a obrigação para algumas empresas de priorizar a contratação, para alguns postos chave, dos pais de família, seguidos por homens casados sem filhos e apenas depois as mães de família.

Também complicaria os procedimentos de divórcio e limitaria a acção da polícia e da justiça nos conflitos familiares, com o risco de aumentar a violência doméstica.

Outro texto, com o objectivo de “impedir a queda da população”, pretende proibir a esterilização e bloquear o acesso à informação e aos métodos contraceptivos.

O guia supremo iraniano, o aiatola Ali Khamenei, pediu no ano passado medidas para aumentar a taxa de natalidade e dobrar a população, actualmente de 77 milhões, nos próximos 50 anos.

No Irão, as estudantes são maioria nas universidades, mas apenas 10% da população activa feminina trabalha, segundo as estatísticas oficiais.

Hasiba Hadj Sahraui, directora adjunta da AI para o Oriente Médio e a África do Norte, pediu a retirada dos projectos de lei e a alocação de recursos para “garantir um planejamento familiar de qualidade”. (afp.com)

 

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