INE prepara inquérito sobre dados biométricos

Edifício do Instituto Nacional de Estatística (Foto: ANGOP)
Edifício do Instituto Nacional de Estatística (Foto: ANGOP)
Edifício do Instituto Nacional de Estatística (Foto: ANGOP)

O Instituto Nacional de Estatística (INE) está a preparar o lançamento de um inquérito para a recolha de informações aos agregados familiares sobre os aspectos da educação e saúde.

A informação foi avançada hoje, quarta-feira, em Luanda, pelo director-geral do INE, Camilo Ceitas, na cerimónia de entrega oficial de mobiliário de escritório e material informático aos órgãos delegados do Instituto Nacional de Estatística (ODINE) e apresentação da Estratégia Nacional de Desenvolvimento da Estatística (ENDE), tendo sublinhado que o inquérito é mais um elemento bastante importante para o país que precisa de informações e estatísticas vitais neste período de desenvolvimento.

Frisou que, o inquérito sobre os dados biométricos, a ser lançada em meados de Abril, está a ser preparada com vários departamentos ministeriais.

“Isto faz-se, só que em Angola será a primeira vez que vamos chegar em algumas casas e recolher a amostra de sangue, que vai permitir podermos definitivamente e de forma segura termos a incidência do VIH/Sida, malária, anemia. É muito delicado, sabemos que vamos ter muita resistência mas é necessário que o país saiba qual é a incidência do VIH/Sida, confirmar os dados que temos ou não”, disse.

Em relação a Estratégia Nacional de Desenvolvimento da Estatística, Camilo Ceitas sublinha ser uma actividade que faz parte do projecto financiado pela União Europeia de apoio ao desenvolvimento da estatística, e inclui a entrega de material de apoio técnico aos sectores que vão ser os órgãos delegados do INE.

Referiu que os orgãos do executivo que vão ter a delegação de poderes do INE para produzir e difundir a informação estatística dentro de um quadro e normas que o instituto definiu.

Informou terem feito um diagnóstico antes, para aber das carências que estes sectores têm, tendo se destacado justamente a falta de material informático e mobiliário.

Por outro lado, o responsável adianta que o INE está a preparar o recenseamento agropecuária, que normalmente faz-se dois anos depois do Recenseamento Geral da População e Habitação, porque o recenseamento já tem alguma base que permite preparar-se muito bem o recenseamento agropecuária.

De acordo com o responsável, o INE começou a trabalhar com o Ministério da Agricultura e com a organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), mas estão a espera de uma série de procedimentos, bem como a legislação a ser aprovada. (portalangop.co.ao)

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