Huambo: Mais de 300 mil alunos desparasitados contra shistosomíase

Schistosoma haematobium (cienciahoje.pt)
Schistosoma haematobium (cienciahoje.pt)
Schistosoma haematobium (cienciahoje.pt)

Trezentos e 53 mil e 765 alunos, com idades entre os 5 e 18 anos, foram desparasitados contra a shistosomíase, em 2014, na província do Huambo, pela direcção da Saúde, em parceria com a Organização Não-Governamental “The Mentor”.

Os dados foram divulgados terça-feira, pela coordenadora do programa das Doenças Tropicais Negligenciadas, Lourdes Maieca Garcia, durante a reunião de apresentação dos resultados do mapeamento epidemiológico e da campanha de desparasitação massiva com parazinquantel.

Informou que foram atingidas mil e 56 escolas, nos 11 municípios da província, onde previa-se desparasitar 473 mil e 855 alunos.

Explicou, na ocasião, que a shistosomíase, uma doença infeciosa, não provoca morte imediata, sendo que a fraca investigação da mesma, por ser negligenciada, está na base da sua propagação.

Disse que um dos sintomas da doença é a presença de sangue na urina e nas fezes e provoca, nos alunos, fraco aproveitamento escolar, retarda o desenvolvimento cognitivo, o crescimento físico e motor.

Lourdes Maieca Garcia disse que a shistosomíase surge devido à falta de higiene e o consumo de água de rios contaminados.

Informou que a província do Huambo tem uma prevalência epidemiológico da doença na ordem de 23, 4 porcento, tanto da shistosomíase urogenital e intestinal, sendo os municípios da Caála, Chinjenje e Ucuma os mais afectados.

Para conter a proliferação da doença, segundo a responsável, a direcção da Saúde prevê formar, este ano, 323 técnicos e 613 professores, para intensificar a campanha de luta contra a doença, divulgar as formas de se prevenir da shistosomíase e administrar parazinquantel.

A reunião de apresentação dos resultados do mapeamento e campanha de desparasitação massiva, com parazinquantel, decorreu na área pedagógica do hospital central, e foi testemunhada por administradores municipais e seus adjuntos, chefes de departamentos de saúde, educação, representantes de igrejas, bem como autoridades tradicionais. (portalangop.co.ao)

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